Editorial

Longe de casa

19 de Setembro de 2019 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Uma população maior que a do Brasil. O total de migrantes internacionais em 2019 chegou a 272 milhões de pessoas, crescimento de 51 milhões desde 2010. O número corresponde a 3,5% da população mundial, segundo a mais atual estimativa da Organização das Nações Unidas (ONU).

Divulgado essa semana, o Inventário de Migração Internacional 2019, além de fornecer a quantidade de migrantes internacionais, indica grupos por idade, sexo e origem, para todos os países. Homens e mulheres, crianças e adolescentes que tiveram de abandonar sua terra natal por motivos diversos - como guerras e falta de oportunidades - e se jogaram à sorte.

A Europa é a região mais procurada e a que recebeu a maior quantidade de pessoas esse ano (82 milhões). Ela é seguida pela América do Norte (59 milhões), o norte da África e a Ásia Ocidental (49 milhões). Localmente, metade dos migrantes internacionais mora em apenas dez países. O maior é os Estados Unidos (51 milhões). Seguem Alemanha e Arábia Saudita (13 milhões cada um), Rússia (12 milhões), Reino Unido (10 milhões), Emirados Árabes Unidos (nove milhões), França, Canadá e Austrália (cerca de oito milhões cada um) e Itália (seis milhões).

Quanto ao local de nascimento, chama a atenção o fato de que 30% têm origem em apenas dez países - a Índia lidera, com 18 milhões de pessoas vivendo no exterior. Pessoas nascidas no México constituem a segunda maior fatia (12 milhões). Depois vêm chineses (11 milhões), russos (dez milhões) e sírios (oito milhões).

Quanto à idade, um em cada sete tem menos de 20 anos e três em cada quatro estão em idade produtiva (20 a 64 anos). E os deslocamentos forçados nas fronteiras internacionais continuam a crescer.


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