Editorial

A quatro meses do pleito

04 de Junho de 2020 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Estamos hoje a quatros meses do primeiro turno das eleições municipais que vão definir os novos prefeitos, vice-prefeitos e vereadores dos mais de cinco mil municípios brasileiros. E estamos hoje sem saber se os eleitores irão às urnas em 4 de outubro, em razão de um calendário cercado de incertezas e decisões que ainda não foram tomadas, por força da pandemia do novo coronavírus.

Essa, aliás, é a pauta número um do novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, que se depara com um movimento nacional para adiar as eleições e até mesmo cancelar o processo, unificando os mandatos daqui dois anos.

Em sua primeira reunião com os presidentes dos 27 Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) desde que assumiu, Barroso disse que está confiante com a tarefa de organizar e conduzir as Eleições Municipais de 2020. A possibilidade de adiamento, porém, fez parte da conversa, tanto que o próprio ministro não negou tal decisão que figura no horizonte. Tudo dependerá das medidas impostas pelas autoridades sanitárias para combater a pandemia e a evolução da curva de contágio no país. Se elas persistirem, o estabelecimento de novas datas, para novembro e dezembro, não é descartado. Cabe ao Congresso Nacional aprovar uma emenda constitucional para regrar o adiamento.

Apesar do risco numa eventual ida às urnas por milhões de brasileiros, Barroso acredita que a curva de contágio do novo coronavírus já estará descendente ao final do ano, o que permitiria a realização do pleito com segurança.

O cenário de indefinição mexe até mesmo com os partidos políticos. Protagonistas, eles se articulam, por enquanto, nos bastidores, à espera de uma data. A única certeza, hoje, é que essa não será uma eleição igual às outras.


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