Opinião

Uma combinação explosiva

01 de Junho de 2020 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

A descoberta da pesquisa Vigitel Brasil _ Comportamento no Trânsito (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) é preocupante. Nas capitais brasileiras, de cada dez motoristas, um admite dirigir sob efeito de bebidas alcoólicas.

O estudo aprofunda-se na análise da principal consequência desse comportamento de risco, os acidentes de trânsito e a mortalidade, com foco específico em um público que se destaca na relação volante-álcool-velocidade: os jovens. Mais especificamente, aqueles com idade entre 15 a 39 anos e do sexo masculino.
Segundo a pesquisa, divulgada pelo Ministério da Saúde, homens apresentam a maior prevalência nessa associação, 14,2%, enquanto entre as mulheres o percentual é de 6,3%.

Chama a atenção ainda o fato de que quanto maior a escolaridade, maior a associação entre o álcool e a direção. Ou seja, não necessariamente o nível de instrução da pessoa representa grande capacidade na hora de decidir algo que parece tão óbvio: se a opção for por beber, o ideal é não dirigir, mas pegar uma carona ou chamar um serviço de transporte.

Com o álcool e a direção, surgem o excesso de velocidade, a imprudência, a falta de atenção e o cenário mais grave, os acidentes, que podem resultar em vítimas fatais, motoristas ou vítimas de quem decidiu dirigir após ter bebido.

Apesar de a pesquisa ter sido restrita às capitais, nas cidades do interior o fenômeno também é bastante comum, identificado durante as blitze e nos registros de ocorrência policiais, quando os órgãos de segurança flagram condutores embriagados.

Para chegar ao resultado, o Vigitel Brasil ouviu mais de 25 mil condutores de veículos, nas 27 capitais que participaram da pesquisa.

 


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