Editorial

Um ato contra a vida

02 de Junho de 2020 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Falsas alegações sobre a segurança dos substitutos do leite materno ou práticas agressivas de marketing têm contribuído para que um dos atos mais importantes nos primeiros momentos de vida do ser humano, o aleitamento, esteja sob risco em vários países. O alerta surge em novo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), Unicef e Rede Internacional de Ação sobre Alimentos para Bebês (IBFAN).

De acordo com o documento, mesmo com todos os esforços para combater a promoção prejudicial dos substitutos do leite materno, muitas nações não estão conseguindo combater de forma ideal as informações enganosas que chegam aos países, com poder de influência.

Ao se pronunciar sobre o tema, o diretor do Departamento de Nutrição e Segurança Alimentar da OMS, Francesco Branca, lembrou que o "marketing agressivo de substitutos do leite materno, especialmente por meio de profissionais de saúde em que os pais confiam para aconselhamento nutricional e de saúde, é uma grande barreira para melhorar a saúde de recém-nascidos e crianças em todo o mundo".

A indicação, tanto da Organização Mundial da Saúde quanto do Unicef, é que os bebês recebam apenas o leite materno nos primeiros seis meses de vida. Após esse período, devem continuar a amamentação e ingerir outros alimentos nutritivos e seguros até os dois anos de idade ou mais.

Estudos científicos revelam que os bebês com amamentação materna exclusiva têm 14 vezes menos probabilidade de morrer do que os que não são amamentados. Porém, atualmente, menos da metade (41%) das crianças de zero a seis meses se enquadram nessa faixa de proteção.


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