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Um ano de trabalho coletivo pela paz

11 de Agosto de 2018 - 07h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Por: Paula Schild Mascarenhas, prefeita de Pelotas

O crescimento da violência não se dá de uma hora para outra, assim como o resultado do combate a ela. Reduzir a criminalidade quando ela já está instalada é um trabalho muito árduo, que exige tempo, recursos, disciplina, engajamento de várias instituições e da sociedade como um todo. Nesse um ano de Pacto Pelotas pela Paz, tivemos importantes avanços porque conseguimos integrar, de uma forma extraordinária, instituições policiais e civis, públicas e privadas e diversos segmentos da sociedade. Essa integração tem permitido a rápida troca de informações, o apoio recíproco, e o compartilhamento de estratégias e decisões. Pelotas vai conhecendo e sentindo os efeitos dos projetos do Pacto, como as Operações Integradas, que ocorrem todas as semanas e já atingiram resultados importantes, com a redução da perturbação do sossego em frente à UCPel e em outros pontos da cidade.

Já se percebe uma significativa diminuição em índices de diversos crimes, nos últimos meses, especialmente no roubo a pedestre, a estabelecimento comercial e no roubo e furto de veículos. Também reduzimos o índice de homicídios, que nos meses de maio e julho foi o mais baixo desde junho de 2016. Enfrentamos os desafios com o trabalho de inteligência integrada das instituições, e, sobretudo, investindo fortemente na prevenção, com o apoio da Comunitas, do Instituto Cidade Segura e, mais recentemente, da Open Society, instituições que nos trazem experiências mundiais de êxito e nos ajudam na construção das nossas ações. Nossas estratégias de prevenção são inéditas e inovadoras no país. Temos projetos que atendem desde o recém-nascido, embora o foco principal se dê nas escolas, os grandes centros de prevenção à violência. O Estudo Piá - Primeira Infância Acolhida, que tanto nos orgulha, é uma parceria entre a prefeitura e o Centro de Epidemiologia da UFPel, que está promovendo uma pesquisa inédita no Brasil e que vai nos permitir, com o acompanhamento de metodologias socioeducativas, implementar políticas públicas com base em evidências científicas.

Tenho a convicção de que estamos fazendo o que deve ser feito, de que Pelotas pode dar exemplo ao Estado e ao país do quanto é importante o envolvimento dos municípios no tema incontornável da segurança pública. Que possamos inspirar outros municípios, como Niterói, que já lançou seu Pacto, a trilharem este caminho e ajudarem a construir um Brasil mais pacífico, mais humano e mais igualitário.

 


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