Editorial

Todos temos culpa

15 de Julho de 2020 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Um dos principais questionamentos que o pelotense ainda não fez frente ao cenário de duas semanas consecutivas de bandeira vermelha do Distanciamento Controlado do Governo do Estado deveria gerar uma autorreflexão. Afinal, o que cada um fez para colaborar com a chegada a esse quadro tão ruim?

Sim, porque o novo coronavírus não bate à porta das casas e pede licença para infectar seus moradores. Ele é passado de pessoa para pessoa, principalmente, através do toque do aperto de mão, das gotículas de saliva, do espirro, da tosse, do contato com objetos e superfícies contaminadas (celulares, mesas, maçanetas, brinquedos, teclados de computador).

E quem ficou mais atento ao cenário pelotense no último mês teve a impressão de que tudo estava voltando ao normal e a pandemia já não fazia mais parte da realidade, mesmo com todos os alertas feitos pelas autoridades, as fiscalizações, as conversas e os anúncios, dia após dia, de que os casos estavam aumentando e as mortes começavam a ser registradas. Sinais para poucos ouvidos. Não para uma população que ganhou as ruas, retomou os encontros, fez festas e lotou as áreas públicas. Ignorou, de fato, que não havia mudança que justificasse se deslocar apenas quando necessário.

O resultado desse descompromisso com a saúde individual e coletiva apareceu rapidamente. Pelotas e a Zona Sul mergulharam na bandeira vermelha. O comércio voltou a ser fechado, as restrições se tornaram mais duras e agora, enquanto os números não caírem, o alerta da bandeira vermelha irá permanecer.

Por isso, reflita antes de insistir em um hábito nada seguro: o que você faz diariamente para impedir o aumento do número de contágios?


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