Editorial

Tecnologia em nossas mãos

Estamos virtualmente conectados com o mundo

29 de Dezembro de 2012 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Estamos cercados pelas novas tecnologias. A cada lugar que andamos já podemos perceber um aumento significativo de pessoas utilizando tablets e smartphones. A conversa entre amigos num bar, muitas vezes, só começa após todos fazerem o check in no Foursquare, publicar uma foto no Instagram ou atualizar o status no Twitter e/ou facebook. Estamos virtualmente conectados com o mundo. E isso deve crescer ainda mais em 2013.

O mercado de produção de novidades para consumidores enlouquecidos pelo mundo high tech está superaquecido. Os grandes grupos despejam centenas de novidades para atrair o público a cada novo dia. A expectativa é que neste novo ano o número de smartphones vendidos ultrapasse a quantidade de venda de celulares "comuns". E o setor tem uma nova marca líder: a Samsung. A fabricante sul-coreana ultrapassou a Nokia na lista das maiores marcas de celulares do ano. O posto de líder mundial era sustentado pela Nokia há 13 anos.

E os aparelhos realmente são sensacionais. Nos conduzem a diversos lugares na palma da mão. Com a imensidão de aplicativos disponíveis é possível programar o dia a dia, trabalhar, fechar negócios, ler um livro, checar receitas, calcular a quantidade de carne para o churrasco de domingo, divertir-se, compartilhar informações e até ensinar as crianças com jogos educativos. Tudo em poucos cliques direto na tela touch screen. Ah! E dá para telefonar também.

Os preços destes desejos tecnológicos ainda estão altos para boa parte dos brasileiros. Mas, uma medida aprovada pelo Congresso Nacional pode fazer com que o preço final dos smartphones caia até 10%. Contudo, o governo ainda discute exatamente como funcionará a retirada da incidência de tributos federais sobre os aparelhos. O debate é sobre quais modelos serão beneficiados: os que custam até R$ 1 mil ou até R$ 2 mil. Em qualquer um dos casos, a medida vale para os produtos de fabricação nacional.

O Ministério das Comunicações defende que a medida recaia sobre os modelos mais baratos. Neste caso, conforme estimativas, o governo federal deixará de arrecadar R$ 400 milhões ao ano. Assim que o debate chegar ao fim, o acesso às funcionalidades dos smartphones para uma camada maior da população estará nas mãos de Dilma Rousseff. A presidente assinando o decreto, o país dará um grande passo em direção a uma abrangência maior das pessoas aos infinitos recursos destes magníficos aparelhos.


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