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Tabagismo em Pelotas

11 de Julho de 2019 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Por: Roni Quevedo, médico

Com sorte, mas muita sorte mesmo, ficarás fora destes grupos:

- tabagista ativo,

- tabagista passivo e

- fumante de terceira mão.

Independentemente do local, seja no trabalho, escola/universidade ou no lazer. De um jeito ou de outro estarás fumando. Não tens saída. Respiras do nascer até morrer, portanto irás fumar. Querendo ou não.

Com muita química. E, atualmente, com sabor frutificado e a intenção de capturar novos fumantes. Direcionado propositadamente para crianças e adolescentes.

Está ficando raro ter um encontro com o ar puro.

"Vou fumar lá fora e já volto", é pegadinha, é bola nas costas.

É mais ou menos assim: respirando estarás fumando.

Pesquisa realizada em Pelotas, março de 2019, revelou que 74 mil pelotenses fumam.

Muita gente fuma. Mesmo sabendo que nicotina causa doenças e mata um de cada três fumantes ativos. Muita gente fuma.

Independentemente de matar por dia sete pessoas não fumantes. Muita gente fuma.

Estes 74 mil fumantes representam que ¼ dos pelotenses são fumantes ativos. Os outros fumam passivamente ou fumam por terceira mão. Ou das duas formas, juntas.

Em média, o pelotense fumante traga 13 cigarros por dia. São muitos cigarros e vidas "queimadas". Sem o menor constrangimento fuma-se sempre, e em qualquer lugar.

É muito lixo. É muito lixo jogado no ambiente. É muito lixo jogado no ar.

Se a nicotina é de contrabando não importa absolutamente nada. As doenças serão as mesmas, apenas com a particularidade de serem contrabandeadas.

A não ser que a preocupação seja outra. Perdem-se vidas mas não divisas.

É a banalização das vidas humanas.

Treze cigarros por fumante/dia, somam mais de 900 bitucas/baganas por dia. São jogadas no ambiente de convivência de todos.

Para os desavisados, na bagana/bituca, naquela pequena quantidade de lixo químico que sobrou do cigarro, estão acumuladas substâncias tóxicas com alto poder de gerar as mais diversas doenças. Desde a cegueira até a impotência, sem esquecer de um "cancerzinho qualquer contrabandeado". Há quem goste!

 


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