Editorial

Sete meses depois

27 de Outubro de 2020 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Em 27 de março desse ano a Zona Sul registrava três novos casos de contaminação pelo novo coronavírus (Covid-19) e chegava a seis casos positivos, dois em Pelotas, dois em Rio Grande e dois em Piratini. Sete meses depois, o cenário é outro frente aos números. Na região, até a atualização de domingo à noite, eram 13.066 casos computados e assustadores 356 óbitos.

Faixa de tempo que transformou 2020 em um ano coberto pelo medo, a insegurança e a incerteza. E mudou para sempre a vida de milhões de pessoas, impactadas direta ou indiretamente pelos efeitos da pandemia. Desemprego, cancelamento das aulas, retomava do ensino e do trabalho no formato virtual, lockdown, multas contra as aglomerações. A vida passou a girar em torno de um único assunto, que cercou a todos, sem qualquer chance de escapatória.

A vitória sobre o novo coronavírus virá apenas com a conquista da vacina, o que ainda levará algum tempo, meses ou até mesmo anos. E até lá, continuaremos tomados pela presença dessa sombra. A Europa volta a viver o que passou nos primeiros meses agora. Quando acreditava que já era possível retomar a normalidade, descobriu, através de uma segunda onda, que nada havia mudado e que não há como simplesmente estabelecer a mesma rotina do início do ano sem arcar com as consequências. Os casos se multiplicam outra vez nos países, o comércio volta a fechar as portas e as regras rígidas, de meses através, são recuperadas.

Corremos o mesmo risco aqui no Brasil. Se continuarmos no ritmo atual, acreditando que tudo está tranquilo e o pior já passou, a falsa sensação de 100% de segurança irá, rapidamente, mostrar o contrário. A flexibilização de final de ano permite, sim, aproveitarmos melhor o dia a dia, mas é preciso ter sempre em mente que os cuidados devem vir em primeiro lugar.


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