Artigo

Sem disfarces

13 de Agosto de 2020 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Por: Executiva do PSDB

Mesmo dentro do jornalismo, que não seja puramente informativo, isto é, interpretativo ou opinativo, o mais elementar senso comum sabe que há dois erros que não podem ser jamais cometidos pelo profissional que escreve, ou usa qualquer outro tipo de mídia: desprezar o que seja relevante e indispensável para a sua análise e fabricar fatos e situações inexistentes, muitas vezes atribuindo-os a pessoas ou instituições, de modo falso e interesseiro. É quando a liberdade de expressão tropeça na parcialidade. E quando isso passa a ocorrer de forma sistemática, continuada e rancorosa, a parcialidade passa a ter outro nome: desonestidade. Desonestidade para com seus leitores, para com os fatos, com a verdade, a realidade e a história.

Tal é o caso, de há muito, dos textos assinados pelo sr. Luiz Carlos Freitas, sendo que a coluna publicada no DP do dia 11/08 último é um exemplo atual e gritante desse desserviço permanente à seriedade e à isenção. Poder-se-ia dizer que a coluna "Vamos tirar as máscaras?" está eivada de meias-verdades. Mas não. Uma meia-verdade seria apenas uma meia-mentira e, no caso, o que há são mentiras integrais, descaradas, quebrando por completo o nexo mínimo de credibilidade que deve haver entre a realidade e o enunciado jornalístico. Afirmar, por exemplo, que Pelotas não se planejou desde março para a pandemia e que descumpre as recomendações da ciência é tão absurdo que se tem a impressão de que o agora zeloso colunista está falando de uma outra cidade! Todos sabem que o Governo Municipal tem enfrentado resistências e críticas justamente por seguir e respeitar a ciência, ter feito tudo o que estava a seu alcance, desde março, e nunca ter deixado de admitir que a defesa da vida dos pelotense estava e está acima de tudo.

Insinuar que as ações da municipalidade são movidas por interesses eleitorais é, no mínimo, duvidar da inteligência das pessoas e brigar com a lógica. Qual o mandatário que, pensando em eleições, iria decretar um lockdown a 120 dias de um pleito? O colunista tenta enxergar o que não existe e, por isso, nas ações muitas vezes impopulares - mas nem por isso menos necessárias - que a Prefeitura tem de tomar, não consegue descortinar, por miopia, preconceito ou má fé, aquilo que está amparado em valores como compromisso, responsabilidade, coerência e coragem. Já é mais do que evidente que há tempos é o referido colunista quem tenta, disfarçado de arauto da ética, fazer propaganda política subreptícia e até mesmo explícita e, assim, é quem tenta antecipar questões que só daqui a alguns meses deveriam ser tratadas, até por respeito àqueles já atingidos ou que ainda se defrontam com os efeitos da pandemia.

Difícil imaginar o que pode ter desencadeado tanta parcialidade e rancor. Nem mesmo o fato de que o colunista tenha trabalhado em governo anterior, até 2012, ou que tenha tido vários parentes próximos em cargos de confiança na municipalidade (e hoje já não os tenha mais) justificariam o que tem escrito. Talvez ele não aprove o modo profissional com que atua a Assessoria de Comunicação Social da Prefeitura, que se abstém de produzir material de enaltecimento pessoal da prefeita e, assim, evita que ela seja, no futuro, condenada judicialmente por tais práticas laudatórias, como há aconteceu , neste século e nesta década, com prefeito anterior...

Ao fazer o convite de "Vamos tirar as máscaras?", deve o sr. Freitas começar por retirar o seu próprio disfarce e responder quais são as suas mágoas e ressentimentos, quais são seus interesses e a serviço de quem realmente está. Os leitores do DP, por certo, ficarão agradecidos e saberão com quem estão tratando.


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