Ponto de Vista

Romance e força

09 de Junho de 2015 - 07h45 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Por Alice Schuch, palestrante e pesquisadora do universo feminino 

Neste período que antecede o Dia dos Namorados, questiono se as mulheres são livres para curtir as suas relações afetivas. Certa de que o gênero feminino progride na direção da felicidade matrimonial, digo que a união saudável e leve apenas é possível com igualdade, logo, com projetos de vida em curso.

O ideal é que ambos tenham independência econômica e psicológica. Tendo isso, as duas pessoas se tornam livres, e esse é o ideal. Além disso, a felicidade matrimonial só é possível quando ambos os parceiros vivem com alegria a própria individualidade. Eu estando feliz, faço o outro feliz.

No feminino, foco da minha pesquisa, a mulher precisa ousar e provar a liberdade individual. E isso é possível com um projeto de vida que, em curso, dispensa as limitações embutidas no histórico cultural e no DNA das mulheres.

Entre as limitações femininas estão os jogos, os medos, as carências... Tudo o que torna a mulher incompleta e vazia. O resultado é a incapacidade de viver a própria liberdade e prazer. Nessa situação tentamos reduzir a liberdade, o prazer e a paz do outro a qualquer modo.
Expressões como “eu não durmo enquanto tu não chegas”, “fico preocupada que tenha acontecido alguma coisa contigo” ou “não fui ao shopping fazer compras com minhas amigas, então tu deves fazer um programa comigo” são exemplo de troca de limitações que comprometem a liberdade de curtir o romance.

Isso significa: eu não faço aquilo que desejo porque não tenho coragem, então tu não fazes aquilo que desejas. Finaliza alertando que a tendência de limitar o outro aumenta na proporção em que a pessoa sente a mesma limitação dentro de si mesmo.


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