Editorial

Reforço na segurança

22 de Outubro de 2021 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Nos últimos meses têm se tornado comuns balanços positivos das forças de segurança com relação à incidência de crimes tanto em nível municipal quanto estadual. Embora seja impossível quantificar quanto destes indicadores possuem influência ou não dos efeitos da pandemia, que reduziu drasticamente durante muito meses a atividade econômica e a movimentação das cidades, fato é que há um visível esforço das autoridades em frear a criminalidade que, não muito tempo atrás, ocupava grandes espaços na imprensa devido à audácia e violência com que atingia a comunidade gaúcha.

Neste sentido, o anúncio feito ontem pelo governador Eduardo Leite e pelo seu vice, Ranolfo Vieira Júnior, também secretário de Segurança Pública, é mais um passo na direção de melhorar a sensação de segurança da população. Muito mais importante que o ato político em si - recheado de simbolismo pela quantidade de viaturas expostas em Porto Alegre e pelo discurso do governador, que trabalha intensamente para ampliar sua projeção com vistas à disputa da Presidência -, é o efeito prático que o investimento pode ter sobre a vida dos gaúchos.

Se realmente forem aplicados os recursos previstos no Avançar na Segurança, o Rio Grande do Sul deve contar com uma injeção de R$ 280,3 milhões na segurança pública até o fim do ano passado. Ou seja: em cerca de 13 meses, um valor que seria bem superior ao que o Estado destinou a esta área em 13 anos, segundo informado pelo Palácio Piratini. São viaturas, pistolas, câmeras corporais e mais uma série de itens fundamentais para o uso das forças policiais no dia a dia. Entre estes equipamentos estão, por exemplo, 11 veículos para a Zona Sul (quatro para a Brigada Militar de Pelotas, quatro para Rio Grande, uma para Herval e outras duas viaturas para o Instituto Geral de Perícias de Pelotas e Rio Grande).

Certamente que apenas carros e equipamentos não fazem milagre e resolvem todos os problemas. Mas, sem eles, é impossível exigir que a segurança pública funcione como deve e garanta a proteção da população. Em conjunto com outras ações de capacitação de agentes - sempre necessárias - e inteligência, são os caminhos apontados pela maioria dos especialistas no assunto para que haja resolutividade e, sobretudo, prevenção do crime.

Portanto, que os recursos anunciados cheguem de fato na ponta, que resultem em boas condições de trabalho a quem atua na segurança e, consequentemente, sigam gerando bons resultados na redução de ocorrências.


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