Editorial

Profissão: cuidador de pessoas

22 de Maio de 2019 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

É aguardada para essa semana, no Senado, a votação em Plenário do projeto de lei que pode reconhecer a profissão de cuidador. Caso o PLC 11/2016 passe sem alterações, seguirá direto para sanção presidencial. O texto, do deputado federal Felipe Bornier (Pros-RJ), admite em todo o território nacional a profissão e contempla quatro tipos do serviço: cuidador de pessoa idosa, infantil, de pessoa com deficiência e de pessoa com doença rara.

Um dos levantamentos mais atuais sobre o assunto, a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho, apontou a profissão de cuidador de idosos como a ocupação que mais cresceu no mercado brasileiro nos últimos anos. Entre 2007 e 2017, a atividade avançou impressionantes 547% no país.

O projeto que irá à votação estabelece algumas regras aos profissionais, como ter o Ensino Fundamental completo e curso de qualificação na área. Também deverão ter idade mínima de 18 anos, bons antecedentes criminais e atestados de aptidão física e mental. Eles poderão atuar em residências, comunidades ou instituições. Também veda algumas práticas. As pessoas não poderão administrar medicação que não seja por via oral nem orientada por prescrição médica, assim como aplicar procedimentos de complexidade técnica.

O crescimento da profissão no mercado acompanha uma tendência nacional: o envelhecimento da população. Com o brasileiro vivendo cada vez mais, as famílias passaram a buscar alternativas para zelar pela saúde e bem-estar dos idosos. O perfil desse grupo específico também foi levantado pela Relação Anual de Informações Sociais: 85% são mulheres com o Ensino Médio completo. Segmento que, muito em breve, poderá conquistar o reconhecimento.


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