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Produção de morango em Pelotas

14 de Fevereiro de 2019 - 08h24 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Por Robson Loeck (sociólogo), Rodrigo Prestes e Francisco de Arruda - engenheiros agrônomos, extensionistas rurais na Emater/RS-Ascar de Pelotas - empelota@emater.tche.br 

O cultivo de morangos em Pelotas iniciou nos anos 1970 pela etnia pomerana/alemã e demais, que para cá imigraram e passaram a constituir o meio rural com as famílias que aqui já estavam antes e no pós-abolição da escravatura.

Primeiramente cultivado no solo, a partir da segunda década do século XXI, a produção passou a experimentar uma nova forma por meio do sistema semi-hidropônico, que hoje é a prática mais adotada por famílias rurais de várias origens e que compõe a diversidade da agricultura familiar em nosso município.

Vista pelos agricultores como uma boa alternativa de renda para quem quer diversificar a produção, o cultivo do morango, em estufas e acima do solo, agrada também por diminuir a penosidade do trabalho e ocupar reduzidas áreas.

Ao longo desses anos, os agricultores não estiveram sozinhos, sendo “acompanhados” em seus diversos momentos e concepções pela pesquisa científica, extensão rural, poder público e instituições representativas. Nesse sentido, desde seu primórdio em Pelotas, o Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar tem procurado dispor às famílias rurais o acesso e a troca de conhecimentos e tecnologias sobre a cultura em cada uma das propriedades que atende, nos eventos coletivos nos distritos rurais e também na área urbana.

Para além dos atendimentos pontuais demandados, recentemente, no primeiro semestre de 2017, a Emater/RS-Ascar se propôs ao desafio da organização coletiva dos produtores de morango em Pelotas, mas como sempre tem sido, não sozinha, mas sim, com seus importantes parceiros, em que se destacam a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural, o Sindicato dos Trabalhadores Agricultores Familiares, a Universidade Federal de Pelotas e a Embrapa.

Com o intuito de potencializar as ações, da produção à comercialização, produtores de morango presentes em reunião específica, no Sindicato dos Trabalhadores, decidiram pela criação de um grupo informal de agricultores, que fosse acompanhado pela Emater/RS-Ascar e os parceiros citados.

Desde a sua criação, o grupo, que iniciou com 15 famílias e hoje conta com 45, realiza com regularidade reuniões e eventos técnicos, e hoje é responsável pela produção de 130 toneladas de morango no município.
De lá pra cá, a atividade recebeu a atenção da prefeitura, que instituiu as feiras do morango e, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural, realizou a segunda Festa Municipal do Morango de Pelotas, que, além de propiciar a comercialização e a visibilidade das famílias produtoras, incentiva o turismo e a gastronomia rural e urbana.

Tudo isso, então, tem feito com que a atividade seja cada vez mais conduzida com profissionalismo e com que a oferta de morangos tenha qualidade, propiciando o aumento do desejo e da compra do consumidor pelotense.

No ritmo das coisas, tudo indica que, em breve, o grupo informal possa a vir a se constituir em uma associação ou cooperativa com vistas a ofertar novos produtos e novas oportunidades de comercialização, aqui e fora de Pelotas.


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