Editorial

Previna-se. O sarampo está aí

15 de Fevereiro de 2020 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Aquela ideia de que muitas doenças, associadas a décadas passadas e raras de serem registradas nos dias de hoje, quase desconhecidas pelas gerações mais novas, não oferecem mais risco à população, percorre o caminho oposto ao que, de fato, acontece. E o pior. Leva a cenários como o que se forma atualmente no Brasil em relação ao sarampo, que retornou com força em vários estados e teve a primeira morte de 2020 confirmada na noite de sexta-feira, no Rio de Janeiro - o bebê de oito meses David Gabriel dos Santos.

O óbito derruba algumas convicções, como a de que o sarampo é um doença comum, de baixo risco. E não é. Sem tratamento adequado e controle, atinge milhares de pessoas em cidades e estados.

Tanto que o Ministério da Saúde lançou a Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo, responsável, no ano passado, pelo contágio de 18,2 mil pessoas no país, em 526 municípios. Em 2019, ainda, foram 14 óbitos no estado de São Paulo e um em Pernambuco.

Hoje, Dia D contra a doença, reservar poucos minutos na agenda diária para procurar uma Unidade Básica de Saúde e receber a dose, é a melhor maneira de aumentar a segurança de todos. A ação desse sábado tem como foco crianças e jovens de cinco a 19 anos de idade.

O sarampo é causado por um vírus e é considerado pelas autoridades uma doença infecciosa grave. No ambiente, é transmitido por via aérea, ou seja, se a pessoa infectada tosse, fala ou respira próximo de outras. Além disso, pode deixar sequelas irreversíveis. Se na infância, a criança doente pode desenvolver pneumonia, encefalite aguda e otite média aguda, responsável por gerar perda auditiva permanente.


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