Editorial

Prevaleceu o bom senso

28 de Setembro de 2020 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Durante a última semana muito se debateu sobre o retorno do público aos estádios de futebol. A ideia ganhou força e teve bastante apoio nas redes sociais, afinal, o torcedor é a alma do estádio. Mas de que adianta um estádio com alma em detrimento da exposição de tantas pessoas a um enorme risco epidemiológico? Não vale o risco. Esse foi o mais recente entendimento da Confederação Brasileira de Futebol e dos clubes da Série A do Campeonato Brasileiro, que decidiram manter o veto à presença de público nas partidas.

No sábado houve uma reunião - virtual, claro - e a CBF resolveu esperar. Por enquanto, não haverá presença de torcedores nos jogos do campeonato nacional. O veto atende aos protocolos de prevenção à pandemia e foi unânime entre todos os clubes da primeira divisão. Participaram do encontro por videoconferência representantes da entidade, das agremiações e também presidentes de federações estaduais.

De acordo com nota oficial, o presidente da CBF, Rogério Caboclo, e os presidentes do clubes "declararam-se favoráveis ao retorno gradual do público aos estádios, desde que com aval das autoridades de saúde locais, de forma isonômica e guiado por todas as medidas previstas no estudo encaminhado pela CBF ao Ministério da Saúde". A nota também avalia que ainda não é o momento para essa retomada e indica que o tema será debatido a cada 15 dias em novos encontros para reavaliação do cenário em âmbito nacional.

Na Inglaterra, o pensamento sobre permitir o acesso das pessoas aos jogos evoluiu, mas foi brecado logo em seguida. Mesmo com números melhores que os do Brasil em relação à pandemia, levando em conta também a extensão territorial, os ingleses repensaram a liberação e recuaram. Não é o momento.

Por aqui, pode ser em 15 dias, em um mês, ou em um pouco mais, mas os torcedores voltarão a ocupar seu lugar de origem. Apesar da saudade da arquibancada, resta saber esperar. A pressa é inimiga da perfeição, como diz o ditado, mas também da saúde pública. Com esse entendimento, será possível que os estádios recuperem sua alma - e que ela se mantenha saudável.


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