Editorial

Precisamos nos livrar do plástico

18 de Janeiro de 2020 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Os supermercados do Rio de Janeiro deixaram de oferecer sacolas plásticas gratuitas. Já em São Paulo, a prefeitura sancionou o projeto de lei (PL) 99/2019, que proíbe o fornecimento de copos, pratos, talheres e outros tipos de plástico de uso único na cidade. Decisões com ares de caminho sem volta. Não apenas para as grandes cidades, mas de uma tendência cada vez maior que toma conta, tardiamente, do mundo. Livrar-se do plástico e resgatar hábitos saudáveis - ao meio ambiente - passa a ser uma rotina constante no dia a dia.

Autor da proposta paulista, o vereador Xexéu Tripoli (PV) lembrou que 16% de todo o lixo que vai para o aterro de São Paulo é composto hoje por produtos de plástico, e a maior parte é de utilização única, descartada segundos após o uso. E aqui vale refletir: quantos desses materiais, feitos de papel também, você usa no dia a dia sem perceber ou sem se importar? Copos, sacolas, garrafas, canudos, pratos e uma infinidade de produtos criados pela indústria para durar, na mão do consumidor, quase nada. São feitos, literalmente, para virar lixo quase no mesmo instante após o uso. Por isso, a reflexão: quantos deles podem ser substituídos por materiais de longa duração ou até mesmo evitados, em casa e nos estabelecimentos comerciais?

As cidades comemoram a aprovação de lei para os canudinhos, mas o sentido de se preocupar com esse tipo de consumo é muito maior e precisa avançar. Com a ajuda, ainda, do Poder Público, das escolas e da sociedade. Através de campanhas e da reflexão, é possível conquistar mais e reduzir drasticamente aquilo que hoje é um símbolo de nossa falta de compromisso com o planeta.


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