Editorial

Precisamos manter essa marca

29 de Outubro de 2020 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Já se passaram 30 anos desde que o Brasil ficou livre da poliomielite e 26 anos que recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) a Certificação de Área Livre de Circulação do Poliovírus Selvagem em seu território. E se esse status foi alcançado, muito se deve ao esforço e à compreensão das famílias, de buscar a vacina e reconhecê-la com a forma mais importante de garantir a saúde dos filhos.

O título brasileiro, porém, contrasta com uma realidade de outras nações, que seguem detectando casos da doença, como o Paquistão e Afeganistão. Lá, até o dia 20 de outubro desse ano, 132 casos de poliomielite já haviam sido computados. Logo, a vacinação continua sendo fundamental para prevenir o retorno da paralisia infantil no Brasil.

O momento é de Campanha Nacional contra a doença, cujo encerramento está previsto para amanhã. A população-alvo estimada é de cerca de 11,2 milhões de crianças, com idades entre um a cinco anos (menores de cinco anos). Porém, o Ministério da Saúde se mostra preocupado justamente com a baixa adesão à iniciativa: na reta final, 7,3 milhões ainda não apareceram para receber as doses e apenas 35% foram imunizadas.

Cresce em importância, portanto, o papel dos pais ou responsáveis, para que busquem as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e garantam a prevenção para a vida toda dos filhos.

E nunca é demais lembrar: a poliomielite, na maioria das vezes, faz com que a criança adquira sérias lesões, responsáveis por afetar o sistema nervoso e provocar paralisia irreversível, principalmente nos membros inferiores.


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