Editorial

Por que não sonhar?

Receber partidas do Campeonato Brasileiro é pensar além da “ponte do Retiro”, como se costuma dizer por aqui

28 de Março de 2013 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

O Internacional de Porto Alegre está sem casa para jogar suas partidas pelo Campeonato Gaúcho 2013 devido à reforma do estádio Beira-Rio. Será assim até boa parte do segundo semestre. No dia 25 de maio terá início o Campeonato Brasileiro e o Colorado, mais uma vez, precisará de um estádio na Grande Porto Alegre ou no interior do Rio Grande do Sul para disputar suas partidas. Um estádio com capacidade para 15 mil torcedores, que tenha bom gramado e boa estrutura. A Boca do Lobo e o Bento Freitas comportam esse público. Nos sites oficiais de áureo-cerúleos e rubro-negros constam lotação máxima de 24 mil e 18 mil pessoas, respectivamente.

O estádio escolhido pelo Inter receberá os seguintes adversários no primeiro turno, pela ordem de cada rodada (partidas em que é mandante): Criciúma, Bahia, Vasco, Flamengo, Santos, Atlético-PR, Atlético-MG, Goiás e Corinthians. Duelos que, se realizados no interior, têm todos os ingredientes para atrair grande público, gerar renda ao Colorado e, é claro, render dinheiro ao clube que ceder sua casa para os jogos, bem diferente do fracasso de público do Gauchão. O Centenário, do Caxias, não correspondeu às expectativas, mas o acordo previa um aluguel, até setembro, de R$ 100 mil.

E vale destacar o atrativo para a cidade escolhida, responsável por acolher em sua rede hoteleira as comissões técnicas e ter um grande espaço de publicidade, para todo o Brasil, a partir da cobertura da crônica esportiva e da geração de imagens pela televisão. Temos estádios, temos hotéis para acomodar os visitantes e temos um aeroporto para receber os voos. Por que, então, não sonhar?

É claro que esta decisão depende de uma série de fatores. E o principal é o Internacional demonstrar interesse por Pelotas. Mas sem uma oferta atraente, de um dos clubes daqui e com o forte apoio da prefeitura, tudo será definido com a Metade Norte do Estado (Novo Hamburgo está no páreo). Na Boca do Lobo ou no Bento Freitas o Colorado teria torcida única a seu favor e arquibancadas lotadas. Famílias de toda a Zona Sul viriam para cá, interessadas em ver de perto craques nacionais e estrangeiros. Como marketing, ainda, a chance seria excelente.

Não se pode esquecer também que no segundo semestre os times locais costumam disputar a copa organizada pela Federação Gaúcha de Futebol (FGF). O torneio geralmente garante vaga à Copa do Brasil ou a uma das séries do Campeonato Brasileiro. Mas com organização e um calendário nas mãos, é possível planejar cada jogo.

O bairrismo pelotense pelo futebol, nesse caso, teria de ser deixado de lado. Receber partidas do Campeonato Brasileiro é pensar além da “ponte do Retiro”, como se costuma dizer por aqui. É olhar a novidade como investimento, para o clube que aluga seu estádio e a cidade que recebe os jogos. Mas é preciso uma voz para abraçar a ideia.


Comentários

  • Cristiano - 28/03/2013
  • Alexandre Antonio Ramos Maciel - 28/03/2013
  • Alessandro - 28/03/2013

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