Editorial

Por inovação industrial

08 de Maio de 2014 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

A inovação nas indústrias brasileiras com o auxílio da biotecnologia foi defendida recentemente por Dilma Rousseff (PT). De acordo com a presidente, investimentos na área mostram que é possível o Brasil crescer e ao mesmo tempo respeitar os padrões ambientais.

O discurso de Dilma se deu em ambiente propício, como se dá geralmente com os políticos, que medem as palavras conforme o público ouvinte. A fala da presidente ocorreu durante a inauguração da unidade da Suzano, em Imperatriz (MA), que contou com investimentos de US$ 3 bilhões e terá capacidade para produzir 1,5 milhão de toneladas de celulose por ano. A fábrica será autossuficiente em energia elétrica, o que, para Dilma, é um exemplo de que as aplicações tecnológicas na indústria são cada vez mais necessárias para a alteração de processos e produtos.

Ela contou que o presidente do Conselho de Administração da Suzano, David Feffer, sugeriu uma forma de produção com base na biotecnologia. “O Brasil precisa introduzir inovação na sua produção para poder dar os saltos necessários”, afirmou a presidente.

Um dos destaques da nova fábrica, considerada pelas autoridades presentes uma das mais modernas do mundo nesse ramo, é o escoamento da produção, que começa nas próprias instalações da Suzano e vai até o Porto de Itaqui, no Maranhão. Ao ressaltar a importância da ferrovia, Dilma explicou a necessidade do transporte dos produtos brasileiros para portos diferentes do eixo Sul-Sudeste.

“É muito importante que [se] escoe para o Norte a produção tanto de minério, como de celulose e de grãos, por isso eu fico muito feliz com essa estrutura logística que aponta para a direção correta de escoamento.”

A presidente também considerou importante os investimentos brasileiros nesse tipo de produtos, da área de bens intermediários. “O Brasil é um país que muito se esforçou ao longo da sua história para produzir o que se chama de insumos básicos. Sabemos que não se produziam insumos básicos no Brasil, como celulose, aço e petroquímicos”, disse Dilma.

A nova fábrica de celulose em Imperatriz, depois de empregar cerca de 15 mil trabalhadores durante a etapa de construção, vai gerar 3,5 mil empregos permanentes e priorizará a exportação para os Estados Unidos e a Europa. Oitenta por cento da mão de obra empregada e 70% das terras onde se cultiva eucalipto para a fábrica provêm da cidade de Imperatriz e da região.


Comentários

Diário Popular - Todos os direitos reservados