Editorial

PLS estabelece o fim do carro a gasolina

13 de Fevereiro de 2020 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Uma proposta não tão distante de se tornar realidade no Brasil. Daqui a uma década, aqueles que forem em busca da Carteira Nacional de Habilitação (CNM) pela primeira vez poderão não dirigir mais veículos movidos a gasolina ou a diesel. Isso porque o PLS 304/2017, aprovado ontem na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, estabelece inclusive a data para a mudança acontecer: 1º de janeiro de 2030.

De acordo com o projeto de lei, que institui a política de substituição de automóveis movidos a combustíveis fósseis no país, continuarão liberados apenas os carros movidos a biocombustíveis, como o etanol, e os elétricos.

A proposta, de acordo com a Agência Senado, irá tramitar agora na Comissão de Meio Ambiente (CMA). O texto também apresenta outros prazos. Determina, por exemplo, que a partir de 2040 ficará proibida a circulação de qualquer automóvel de tração por motor a combustão no Brasil. Com algumas exceções à regra. Ficarão liberados automóveis de coleção, oficiais e diplomáticos ou de visitantes estrangeiros.

O mesmo caminho vem sendo adotado por outros países, lembra o autor do PLS 304/2017, senador Ciro Nogueira (PP-PI), ao citar o Reino Unido e a França, que querem proibir o comércio de veículos a combustíveis fósseis a partir de 2040; a Índia, a partir de 2030; e a Noruega, a mais adiantada em relação ao tema, já em 2025.

A intenção, porém, mexe com um mercado gigantesco, responsável por 22% do Produto Interno Bruto (PIB) Industrial brasileiro, segundo o Ministério da Economia, que costuma lembrar: "Devido aos seus encadeamentos, é um setor cujo desempenho pode afetar significativamente a produção de vários outros setores industriais."


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