Opinião

Parabéns para a PF

25 de Junho de 2022 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Por Eduardo Ritter
Professor do Centro de Letras e Comunicação da UFPel | rittergaucho@gmail.com

Eu sei, essa é uma coluna sobre literatura. Mas, como a literatura é sobre a vida, vou usar o espaço de hoje para dar os parabéns para a Polícia Federal do Brasil pelo cumprimento de suas funções na investigação e prisão do ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, suspeito por tráfico de influência. A PF é uma das instituições mais sólidas e respeitáveis do país e não pode ser apropriada por governo nenhum. Qualquer pessoa que conheça um policial federal sabe como é difícil ingressar na corporação: são anos de estudo, muita dedicação e seriedade até passar em um concurso público concorridíssimo para exercer uma profissão essencial para a sociedade: a de policial.

Em todas as profissões há pessoas que não honram com as suas obrigações. E, a cada um milhão de ações corretas e profissionais, uma que saia da linha ganha mais repercussão do que o milhão anterior. É assim com todos: médicos, professores, jornalistas, psicólogos, advogados, juízes, jogadores de futebol, empresários, etc. E, assim, algumas profissões, aos poucos, vão ficando estigmatizadas. É o que aconteceu, em parte, com os servidores públicos em geral, especialmente os da área da educação pública. E, também, é o que acontece muitas vezes com policiais de todas as instâncias.

Tenho amigos e parentes nas três esferas: civil, militar e federal e também no sistema penitenciário. Sei da seriedade de cada um. E sei que muitas vezes eles sofrem com o estigma que se tenta colocar nas corporações por conta de alguns casos isolados. O fato é que toda a sociedade, quando precisa, procura os setores de segurança. E, pelo menos no meu caso, sempre fui muito bem amparado e orientado por esses profissionais. Pode parecer chato mencionar tão seguidamente a minha estadia nos Estados Unidos quase uma década atrás, mas falando de segurança pública, não tenho como não mencionar como funcionam as coisas por lá: o salário é bom e, apesar de também haver casos isolados de abuso e racismo, a sociedade americana (e estrangeiros) confiam muito na polícia. Se sentem seguros com ela. E, aqui, apesar dos salários não serem os que esses profissionais merecem receber (assim como acontece em praticamente todas as categorias), a grande maioria das instituições policiais consegue cumprir com excelência a sua função.

Por isso, nessa semana, quando vi a notícia da prisão do ex-ministro pela Polícia Federal, decidi dar os parabéns publicamente para todos os policiais federais honestos que cumprem com a sua função, sem paixões políticas e acreditando em uma sociedade mais justa. Creio que, assim como a imagem da universidade pública pode ser resgatada após tantas campanhas difamatórias, a imagem das instituições policiais também podem, um dia, ser semelhante ao que vivenciei nos Estados Unidos.

E a literatura? Bueno, eu tenho uma historinha relacionada ao tema que tem todos os ingredientes de best seller internacional, mas que vou por enquanto vou deixar bem guardadinha. O fato é que, assim como no caso da prisão do ex-ministro, na minha história a polícia também não é vilã, mas é uma instituição fundamental para se buscar uma sociedade mais justa. Por isso, reitero: obrigado, PF! A sociedade brasileira agradece.


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