Editorial

Os jovens e o desemprego na Europa

O Velho Continente não consegue gerar emprego suficiente; e a crise cada vez mais se agrava

28 de Junho de 2013 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

O desemprego é o mal que mais assola neste momento os jovens dos países europeus em crise. Na Espanha e na Grécia, mais de 50% da juventude amarga estar fora do mercado de trabalho. E sem perspectivas de retornar a ele. Os dados de abril apontam os seguintes países como os menos favoráveis aos jovens com relação ao emprego: Grécia (62,5%), Espanha (56,4%), Portugal (42,5%), Itália (40,5%) e França (26,5%).

A preocupação com o tema é geral na Europa. O Velho Continente não consegue gerar emprego suficiente. E a crise cada vez mais se agrava. Todos buscam soluções, ainda que muito no escuro, sem saber quais os melhores caminhos a seguir. Na quarta-feira, a Itália aprovou pacote de medidas para tentar combater o desemprego crônico entre a população jovem e suspendeu temporariamente o plano de elevar o Imposto de Valor Agregado (IVA), "enquanto luta para superar a recessão mais longa do país no pós-guerra", conforme as informações da Dow Jones. Essas medidas deverão custar aproximadamente 2,5 bilhões de euros (US$ 3,25 bilhões) ao Tesouro italiano.

O plano tem como foco os trabalhadores mais jovens e prevê incentivos fiscais para empresas que empregarem pessoas com idades entre 15 e 29 anos com contratos permanentes e em tempo integral.

"Pretendemos dar um golpe bem forte na praga do desemprego juvenil", disse o primeiro-ministro italiano, Enrico Letta, a repórteres, após uma reunião de gabinete. Os incentivos para o aumento do emprego, avaliados em 1,5 bilhão de euros nos próximos 18 meses, deverão ajudar cerca de 200 mil jovens a encontrar emprego, segundo Letta.

A boa notícia - boa em face do cenário europeu - vem da França. O número de desempregados no país ficou praticamente estável em maio, crescendo em 100 pessoas na comparação com abril. Mesmo assim, o indicador bateu um novo recorde, com 3.264.500 desempregados no país. Na comparação com maio do ano passado, a alta é de 11,5%, segundo dados divulgados quarta-feira pelo Ministério do Trabalho.

Comunicado divulgado pelo Ministério diz que os dados relativamente bons são "consistentes com sinais encorajadores da economia real, como a demanda por funcionários temporários e a inesperada recuperação na produção industrial em abril".

Assim se espera. E se torce para que alguns grandes países europeus reajam. A crise na Europa é péssima para o mundo todo, não apenas para os europeus.


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