Editorial

Os 160 anos da Caderneta e uma lembrança histórica

13 de Janeiro de 2021 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

A aplicação financeira mais utilizada pelos brasileiros completou ontem 160 anos. Poucos sabem, mas a caderneta de poupança desempenhou, ao longo da história, um importante papel para muitas pessoas alcançarem liberdades que vão muito além da questão financeira. Ao aceitar depósitos feitos por escravos, a poupança representou, no passado, uma importante ferramenta para que, ao guardar suas economias, parte da população escravizada conseguisse “comprar” a alforria.

A caderneta foi criada no Rio de Janeiro, em 1861, com o propósito de “recolher os depósitos de poupança popular no Brasil”. A Caixa Econômica deu o primeiro passo para se tornar tal opção de investimento. Onze anos depois, com a publicação do Decreto nº 5.153, de 13 de novembro de 1872, a Lei 2.040, publicada um ano antes, foi regulamentada, de forma a possibilitar o recolhimento de depósitos feitos por escravos. A partir dessa iniciativa, outras instituições passaram, nas diversas províncias brasileiras, a receber depósitos de escravos, emitindo, como no caso do depositante não escravo, uma caderneta de controle dessa movimentação.

Hoje, 160 anos depois de sua criação, a caderneta de poupança ainda é considerada por muitos especialistas como uma das aplicações financeiras mais seguras para pequenos poupadores, uma vez que seu rendimento é líquido e sem Imposto de Renda.

Em balanço divulgado pela Caixa, a poupança apresentou saldo de R$ 387,6 bilhões em setembro de 2020, o que representa avanço de 24,4% em 12 meses. Segundo o banco, esse crescimento, que corresponde a R$ 76,1 bilhões, reflete principalmente o impacto dos recursos creditados por causa do auxílio emergencial e do saque emergencial do FGTS, totalizando 180,8 milhões de contas no fim do terceiro trimestre de 2020.


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