Editorial

Onde não há morte, há vida

22 de Julho de 2021 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Passaram-se mais de dois meses desde o último boletim epidemiológico divulgado pela prefeitura de Pelotas sem a contabilização de óbitos por Covid-19 no município. Foi no já longínquo 16 de maio a última vez que a cidade superou o período de 24 horas sem perder qualquer vida para a doença. Esta barreira, no entanto, foi vencida ontem, quando não houve registro de mortes por aqui. Um alívio, sem dúvidas. Mas mais do que isso: uma enorme fonte de esperança.

Tal esperança tem nome: imunização em massa. Desde que iniciou o processo de vacinação no país, o número de contágios, de óbitos e também de internações começou a cair. Primeiro, a passos lentos. Hoje, já de uma forma mais evidente, rechaçando a opinião daqueles que não confiam na ciência. Em Pelotas, chegamos a ter mais de 180 pessoas internadas em hospitais em decorrência do vírus. O número já caiu para menos da metade. Ainda é uma realidade dura, mas consideravelmente melhor do que a enfrentada em um passado muito, muito recente.

O avanço da imunização, somado ao respeito às medidas restritivas impostas para evitar a disseminação do coronavírus, hoje já nos permite alguns luxos. E chamamos aqui de “luxo”, por exemplo, poder sonhar com eventos em que a circulação de pessoas é permitida. A Expointer, anunciou no início do mês que contará com a presença de público no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. Seguindo o mesmo caminho, ontem a Expofeira de Pelotas anunciou que a sua 95ª edição será realizada em formato híbrido e terá portas abertas para receber os interessados. Importante: sempre respeitando todos os protocolos sanitários.

Os estádios, ao que tudo indica, também estão próximos de poder receber torcedores. As arquibancadas, tão gélidas - pela temperatura baixa, mas principalmente pela saudade daqueles que lhe conferem a essência - clamam por esse retorno. O Legislativo pelotense avança neste sentido, realizando reuniões e apresentando protocolos, que, insistimos, devem ser rigidamente seguidos.

Hoje celebramos a vida. Comemoramos não haver perdas - e, portanto, um enorme ganho. E para que possamos manter este sentimento de esperança, quase palpável, precisamos respirar. Ainda com máscaras. Ainda com restrições. Mas cada vez com mais possibilidades.


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