Editorial

O Twitter tuitou

01 de Novembro de 2019 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

"Publicidade política na internet é um desafio totalmente novo para o discurso cívico: otimização baseada em aprendizado de máquina, microdirecionamento, informações sem checagem e vídeos falsos. Tudo isso em grande velocidade, sofisticação e escala arrebatadoras."

As palavras do diretor do Twitter, Jack Dorsey, ao anunciar que o microblog Twitter passará a proibir todos os tipos de propaganda política, no mundo, a partir do dia 22 deste mês, chegou um pouco tarde, embora deva ser destacada. Muitos foram aqueles que lucraram nos últimos anos com a ferramenta para esse ou aquele propósito. Que o digam o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump - um dos usuários mais conhecidos do modelo.

Ao fazer o anúncio, o Twitter justificou a decisão como medida em meio às crescentes críticas de que anúncios pagos em redes sociais provocam campanhas de difamação e que muitos deles contêm equívocos ou informações falsas. Algo que a mídia profissional alerta há bastante tempo. As fake news, principalmente, se tornaram um dos principais problemas da sociedade digital, ávida por consumir informação, mas pouco preocupada em buscar canais confiáveis. Basta ser compartilhada para, hoje, ser considerada verídica, não importando a fonte.

A decisão chega um ano antes da campanha eleitoral para prefeitos e vereadores no Brasil, mas imagina-se que terá pouco efeito. Afinal, outras redes continuarão no caminho contrário, permitindo a veiculação de propagandas políticas e pouco checando esse tipo de conteúdo.


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