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O Sorriso atrás da máscara

21 de Abril de 2021 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Por: Valéria Mülling Gomez, psicóloga

No período inicial da pandemia, nos ocorreu a linha de pensamento que não seria tanto tempo de incertezas. Diante da realidade pelo risco de contágio, pela doença, por perdas como falência, desemprego e a morte de conhecidos, amigos e familiares, tornou-se necessário sobreviver física e mentalmente.

Assim como acontece em outras doenças, a causada pelo vírus Covid19 desperta diferentes reações no que tange a individualidade que repercute socialmente.

A ansiedade, o medo de adoecer e morrer poderá desorganizar o pensamento, em muitos casos, desenvolve-se a negação, no contato com informações e relato de experiências a pessoa amplia a observação e procura compreender o sentido para tal sofrimento.

No adoecimento além dos desconfortos físicos, ocorrem sentimentos depressivos como por exemplo culpa, tristeza e solidão pelo próprio isolamento para não transmissão aos demais, entretanto alguns poderão sentir uma profunda gratidão à vida e reconhecimento de ser amado, especialmente quando vence a doença; pois para quem perde, o grupo de convivência vivenciará outro processo que é o luto.

Nesse processo também ocorre a fase da revolta, a busca de culpados, reclamar pela falta de estrutura, ou recursos para o tratamento, sendo que bem canalizada essa energia emocional, poderá contribuir para evolução do quadro crítico, batalhamos por possibilidades, tanto trabalhando, cuidando uns dos outros e combatendo fake news vinculados nas redes sociais que desqualificaram desde o uso do álcool gel à vacinação, entre outras mentiras.

Ainda não alcançamos a imunidade coletiva, porém estamos na busca de resolução, e com a vacina nossa esperança brilhou, sentimos alegria ao visualizarmos as pessoas se imunizando, sabemos que precisamos manter os cuidados, e a máscara deverá ser um acessório fundamental até superarmos essa crise sanitária.

O sorriso atrás da máscara é refletido no olhar e nas atitudes de quem busca a imunidade, vivenciando esse processo disposto a elevar sua humanidade. Pois ainda temos um caminho a percorrer pela prevenção, que esse aprendizado de lavar mais as mãos, usar o álcool gel, usarmos a máscara e mantermos o distanciamento, nos possibilite: investir na limpeza necessária em prol da saúde, escutar mais do que falar, valorizarmos o contato, que não seja invasivo, agressivo, mas sim afetivo, fraterno como irmãos, por pertencermos a família universal, e como tal precisamos aprender a cuidar do nosso lar, a Terra.

Claro que percebemos algumas pessoas ainda na fase da negação, ou seja, não usando máscara, como existe quem não use cinto de segurança e/ou capacete, consome tabaco ou outras substâncias ou atravesse no sinal vermelho do semáforo, todas são situações de risco pessoal e social, talvez elas precisem de mais tempo, tenham outros sintomas, ou realmente não tenham o acessório, leve consigo mais de uma, pois alguém poderá lhe pedir, como já me aconteceu, e você poderá alcançar, vamos continuar nos cuidando. Em tempos de crise é importante ampliarmos a consciência e a solidariedade.


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