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O Poder Público

11 de Fevereiro de 2019 - 09h42 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Por Rogério Brodbeck - jornalista e advogado

O Poder Público é um ente abstrato a quem cabe promover diversas tarefas, situações e atividades, visando, antes de tudo, o bem comum da população. Diferentemente do que muitos pensam, ao Poder Público não incumbe promover festas, eventos, instalar empresas de que não deva primordialmente se ocupar. Suas funções repousam em atividades que deem sustentação à população para que esta possa desenvolver a contento seu lazer, seu emprego, seu negócio, seu aprendizado.

Assim é que realizações ligadas à infraestrutura (iluminação, vias de acesso, limpeza pública, coleta de lixo, saneamento básico, transporte), segurança pública, apoio à cultura, ao lazer estão entre as fainas consideradas essenciais. Se não faz isso, o Poder Público fica descaracterizado, e se fizer, ainda que minimamente, terá cumprido pelo menos razoavelmente sua missão constitucional.

Pois não é que de uns tempos pra cá temos notado a ausência da municipalidade local em algumas atividades que lhe cabe. Falo da limpeza pública, da conservação de praças e jardins. Percorrendo, como faço diariamente, a principal artéria do bairro mais antigo da cidade, o Areal, noto que a varrição da avenida não mais vem sendo feito (nem falo das transversais, pois essas nunca foram varridas nesses 20 anos que lá resido...). Igualmente, o hoje roçado (antes, capinavam-se ruas, hoje se usam roçadeiras que tiram o superficial e deixam as raízes...) não mais é feito, nem na Domingos de Almeida. Nas ruas internas, o matagal viceja a mais não poder de modo que Tarzan e Jane bem que poderiam ali fixar moradia...

Nesse passo, a iluminação púbica sofre e, com isso, a população e sua segurança. Só no entorno do Dunas Clube e do Hospital Espírita mais de 12 luminárias estão apagadas há meses, apesar de reclamos serem dirigidos quase semanalmente à pasta respectiva. Sem contar as 30 e tantas lâmpadas na estrada do Laranjal, que igualmente dormitam desligadas - também há meses...

A remoção de entulhos e lixos que são depositados em calçadas sem qualquer pudor por moradores inescrupulosos igualmente é deixada de lado. Restos do roçado, que aguardam há três meses pelo caminhão da Cosac, só tendem a aumentar. E assim continuamos, à espera das ditas providências em meio ao matagal, sujeira, escuridão, lamaçal, água empoçada (apesar das tais requalificações realizadas...). A quem apelar? Sinceramente? Não faço a menor ideia, talvez ao arcebispo...


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