Editorial

O pedestre também tem responsabilidade

16 de Abril de 2019 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Considerado a parte mais frágil do trânsito, o pedestre costuma aparecer nas estatísticas de acidentes de uma forma que chama a atenção de especialistas. Em muitas oportunidades, é ele o principal responsável por se envolver em atropelamentos e colisões. Única e exclusivamente por imprudência da própria pessoa nos deslocamentos em via pública.

Frente a tantos registros, levantados inclusive pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), uma campanha foi lançada em todo o país para chamar a atenção de quem circula a pé e precisa, em algum momento, atravessar ruas, avenidas e rodovias. E tudo começa pelo cuidado individual, a primeira regra a ser observada.

O DNIT lembra, inclusive, as regras bem definidas, dirigidas aos pedestres, no Código de Trânsito Brasileiro. O Artigo 69 é claro nesse sentido: "para cruzar a pista, o pedestre tomará precauções de segurança, levando em conta a visibilidade, a distância e a velocidade dos veículos, utilizando sempre as faixas a ele destinadas, sempre que estas existirem numa distância de até cinquenta metros dele. Onde não houver faixa, o cruzamento deverá ser feito em sentido perpendicular".

Conforme as estatísticas, a imprudência envolvendo indivíduos a pé faz com que o número de acidentes nas rodovias federais aumente aos finais de semana. A maioria das vítimas é do sexo masculino (72%) e tem de 25 a 49 anos (46%).

A campanha lembra ainda que algumas atitudes podem representar a garantia de segurança imprescindível à pessoa. Entre elas, ser visualizada com a maior distância possível; evitar o uso de fones de ouvido; desembarcar sempre atento ao fluxo de outros veículos na via; usar a faixa de pedestres e o semáforo; evitar o uso do celular nas travessias e não correr para atravessar ruas ou rodovias, porque, caso tropece e caia, o risco de ser atingido aumenta significativamente.


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