Editorial

O novo Ensino Médio está aí

03 de Dezembro de 2019 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Em pouco mais de dois meses, em 17 de fevereiro de 2020, completará três anos que foi sancionada a Lei 13.415/2017, responsável por alterar a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e estabelecer mudanças na estrutura do Ensino Médio. Entre as novidades, foi ampliado o tempo mínimo do estudante na escola - de 800 horas para mil horas anuais (até 2022) - e definida a nova organização curricular.

A expectativa, na época da sanção, era que em quatro anos as mudanças já estivessem 100% efetivadas e chegassem à sala de aula. Ou seja, as escolas, assim como os governos que respondem pela organização do Ensino Médio, têm pela frente pouco mais de um ano para sentar, planejar e colocar em prática as alterações.

A ideia principal anunciada pelo Ministério da Educação (MEC) é de que, a partir do novo Ensino Médio, os estudantes passem a receber a oferta de diferentes possibilidades de escolhas, com foco concentrado nas áreas de conhecimento e formação técnica e profissional. Uma aproximação da realidade de hoje, "considerando as novas demandas e complexidades do mundo do trabalho e da vida em sociedade", destaca o MEC.

O fato é que quase três anos já se passaram e os educandários, públicos e privados, precisam se preparar. Rever currículos e tomar decisões importantes, que vão mexer na forma como hoje os adolescentes são recebidos quando iniciam o período antes do ingresso na universidade. E a pergunta que se faz é relevante: quem já começou e quem ainda não se preocupou em mudar?

O novo Ensino Médio prevê, por exemplo, que se ofereça ao jovem a opção de escolher um itinerário formativo, para que ele aprofunde seus conhecimentos. Uma geração inteira está aí, pronta para experimentar a mudança.

 


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