Editorial

O mercado pós-pandemia

30 de Setembro de 2020 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Um exército de trabalhadores ficou no meio do caminho no rastro de desemprego deixado pela pandemia da Covid-19 e terá de ser resgatado, de forma diferenciada ao modelo tradicional que costuma regrar o mercado de vagas. Mais do que apenas oferecer oportunidade, essa parcela terá de receber atenção especial dos governos.

Em nota técnica divulgada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), denominada Formação profissional na resposta à crise e nas estratégias de recuperação e transformação produtiva pós-Covid-19, o órgão destaca a "lacuna de competências" que exigirá renovação das estratégias de formação profissional na América Latina.

O documento busca compreender a forma como a pandemia atingiu os países e apontar os mecanismos que serão necessários para sair da crise instalada. De acordo com a OIT, "a procura por novas competências vai crescer e serão necessários programas de reconversão, requalificação e reinserção dos trabalhadores".

Por isso, focar na formação profissional à altura destes desafios passa a ser fundamental às nações e a seus mercados. Mesmo assim, o olhar também terá de ser mais para a frente, porque, avalia a Organização, no encerramento do ciclo pandêmico, muitas ocupações estarão se reconfigurando e novos planos e estratégias serão colocados à mesa.

Será fundamental - e estratégico - os governos perceberem a necessidade de se aproximar das pessoas que perderam seus empregos e não conseguem encontrar vagas. Tal grupo terá que ingressar em processos de requalificação e atualização, e mesmo assim, haverá uma parcela sem acesso a esses programas. O olhar, portanto, precisará ser amplo e ajustado às regiões.


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