Editorial

O medo que provoca riscos

26 de Setembro de 2020 - 08h26 0 comentário(s) Corrigir A + A -

A sensação de medo tá muito longe de ser considerada fraqueza ou covardia. É algo involuntário, natural que expõe um estado de alerta pelo receio de fazer alguma coisa. Em algumas situações esta sensação pode ser até benéfica ao alertar de um possível risco. Em outras, gera fortes e, até mesmo, irreparáveis consequências, como no caso da saúde pública.

Nos últimos tempos o medo de parte da população se evidenciou com a intensificação da pandemia do novo coronavírus. Ainda que existam vários estudos em andamento, pouco se sabe sobre o vírus e as formas de contê-lo. Mas, é justamente esse medo que tem acendido outros sinais de alerta, como a baixa cobertura vacinal no país.
Para se ter uma ideia, a cobertura no Brasil este ano está muito abaixo da meta, com algumas vacinas do calendário básico do Programa Nacional de Imunização não atingindo sequer, metade do público-alvo esperado. Conforme a Sociedade Brasileira de Imunização (SBIm) nenhuma cobertura para crianças até dois anos atingiu 60% do público-alvo no período. No caso da hepatite B, 45,35%, da poliomielite, em 51,75% na primeira dose e 45,23% no primeiro reforço e, no reforço da tríplice viral, em 44,34%.

Em Pelotas, até o final de agosto, apenas 40% da meta entre crianças e adolescentes havia sido alcançada. Segundo as autoridades, a falta de vacina pode trazer complicações importantes para a saúde coletiva, em especial no momento em que se permite a reabertura das escolas e o retorno às aulas presenciais para crianças.

O apelo das autoridades país afora é um só: buscar as doses, imunizar a população e assim evitar o retorno de doenças que estavam controladas ou até mesmo erradicadas como a poliomielite. Veste a máscara, separa a carteirinha de vacina e o álcool em gel e procura a unidade de saúde mais próxima para te proteger e a tua família também.


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