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O controle da circulação de pessoas

25 de Março de 2020 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Um dos principais desafios das cidades durante a pandemia do novo coronavírus, controlar ou até mesmo impedir que as pessoas circulem nas ruas, tem exigido grande esforço do Poder Público, pela dificuldade de convencer a população do quanto é arriscado e, também, importante, nesse momento, atacar e bloquear a circulação do vírus.

Sobre essa situação, a maioria dos brasileiros concorda que medidas nacionais poderiam ser adotadas para limitar a circulação. Foi o que identificou uma pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência, realizada pela internet, entre os dias 20 e 23 deste mês. Nove em cada dez brasileiros apoiam a ideia.

Outro aspecto levantado pelo estudo, relativo à área econômica, revelou um pessimismo: 85% dos entrevistados acham que muitas empresas vão fechar por conta da crise causada pela Covid-19. Além disso, 76% estão economizando nestes dias, pois acreditam que quando a pandemia passar sua situação financeira estará pior; 51% já tiveram algum prejuízo econômico; 47% estão com medo de perder o emprego; 44% foram obrigados a adiar uma viagem e 40% estão comprando produtos de outras marcas porque as que gostam não estão encontrando.

Da estocagem de produtos em casa, 62% afirmam que não fizeram isso. E entre os que optaram por fazer, os produtos mais comprados foram alimentos (27%), itens de higiene pessoal (25%), álcool gel (22%) e produtos de limpeza (20%).

A pesquisa apontou ainda que quase a totalidade dos internautas brasileiros (93%) acreditam que existem muitas informações falsas lançadas, 82% creem que os hospitais não estão preparados para controlar o vírus e 66% acham que o governo brasileiro está fazendo tudo o que pode para combater o surto no país.

O momento mostra ainda a importância que volta a ser dada aos veículos de comunicação. Segundo o estudo, para se informar da pandemia, TV aberta, sites e portais de notícias, TV paga, rádios e jornais impressos despontam como as fontes mais usadas.

O levantamento foi feito com 1,5 mil pessoas, mulheres e homens com mais de 16 anos, das classes A, B e C. A margem de erro é de três pontos percentuais.


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