Editorial

O combate ao mosquito passa por você

20 de Janeiro de 2020 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

O pedido de ajuda feito pela Vigilância Ambiental em Saúde da prefeitura de Pelotas, para que a população colabore na prevenção e no combate aos mosquitos, deve ser compreendido melhor. Não existe maneira mais eficaz de impedir que o Aedes albopictus e Aedes aegypti - transmissores de doenças como zika, chicungunya e dengue - se proliferem do que cada morador, na sua residência e no ambiente de trabalho, adotar medidas de segurança suficientes para impedir a multiplicação do inseto.

Relembrar sempre é importante: os focos de Aedes na cidade triplicaram ano passado, o que aumentou o risco à população. Os casos, até hoje, foram importados, quando o contágio ocorre em outra cidade. O que não significa, contudo, que se deve acomodar e contar com a sorte.

Receber bem os agentes de Combate às Endemias nas casas é estratégico para a eficácia do serviço. Assim como prestar atenção às dicas e colocar em prática as orientações - checar os locais com água parada e limpar áreas com lixo acumulado, por exemplo.

O problema é amplo, presente em todo o território nacional. No alerta mais atual feito pela Vigilância de Arbovirose do Ministério da Saúde, Espírito Santo, Rio de Janeiro e nove estados do Nordeste são apontados como alvos de um possível surto de dengue a partir de março.

De acordo com o coordenador do órgão, Rodrigo Saidí, o período é favorável ao aumento de casos da doença no Brasil. Essa fase teve início em novembro do ano passado e se estende até maio.

O especialista destaca também aquilo que sempre é reforçado: 80% dos criadouros do mosquito estão dentro das residências. Assim, é necessário que as políticas públicas de governo e a mobilização dos moradores funcione. Sem isso, o risco continuará alto.


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