Editorial

O Brasil anda de bicicletas

01 de Abril de 2017 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Com uma frota estimada em mais de 70 milhões, o Brasil consolida-se como o quarto maior produtor mundial de bicicletas. Um mercado que, mesmo frente à crise econômica, projeta crescimento para 2017. Anualmente, com exceção dos modelos infantis, classificados como brinquedos, a produção do país chega a 2,5 milhões de unidades.

Os primeiros números do ano são otimistas. De acordo com dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), em janeiro a produção ficou 128,6% acima do registrado em dezembro de 2016. Já em relação ao mesmo mês do ano passado houve queda de 13,8%.

Vice-presidente do Segmento de Bicicletas da Abraciclo, João Ludgero afirma que a entidade acredita que ao longo dos dois semestres o volume irá aumentar 19%, considerando que os novos fabricantes do Polo Industrial de Manaus (PIM) já estão preparados para avançar em relação às suas metas.

A bicicleta poderia ser ainda melhor aproveitada pela população caso os municípios investissem e oferecessem mais condições para o uso. O estabelecimento de áreas exclusivas e seguras (ciclovias e ciclofaixas), interligando bairros ou formando corredores de trânsito incentivariam o trabalhador e as famílias e pedalarem além dos finais de semana.

No caso de Pelotas, a cidade serve como modelo às demais. Por aqui o investimento para que as pessoas usem a bicicleta no dia a dia é intenso. São aproximadamente 15,5 quilômetros de ciclovias e ciclofaixas, inseridas - e sendo construídas - pelos últimos governos.

O bairro Fragata, por exemplo, será aquele que contará com a ciclovia mais extensa do município, na avenida Duque de Caxias, com 5,1 quilômetros quando estiver pronta. Terá início na rua Professor Francisco de Paula Alves da Fonseca e seu final na rua Professor Araújo.

Também em construção, a do Areal está bem adiantada na avenida Domingos de Almeida e já começa a ser usada pelos ciclistas, a partir da Juscelino Kubitschek de Oliveira. Serão 3,5 quilômetros até a rua Comendador Rafael Mazza, que leva ao Laranjal.

As demais (ainda não entregues) ficam nas avenidas JK, com 1.690 metros de ciclovia; Salgado Filho (1.760 metros); 25 de Julho (1.940 metros) e Ildefonso Simões Lopes (440 metros). Todas vão se somar àquelas já entregues e consolidadas no dia a dia de quem se acostumou a percorrer Pelotas em duas rodas.

 


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