Artigo

O ano da Esperança

14 de Janeiro de 2020 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Por: Marcelo Malizia Cabral, juiz de Direito Diretor do Foro da Comarca de Pelotas

Que alegria poder afirmar que 2019 foi o Ano da Esperança para Pelotas!

Esperança na concreta e real possibilidade de vivermos e convivermos em Paz!

Inaugurado em 11 agosto de 2017, o Pacto Pelotas pela Paz completou 28 meses de existência no último mês de dezembro e deixa um saldo de muitos crimes evitados, muitos deles gravíssimos, como assaltos e mortes violentas.

Começando pelas mortes violentas, após uma tendência de crescimento de uma década, encontram-se em escala descendente: 117 (2017), 89 (2018) e 74 casos em 2019.

Os assaltos a pedestres caíram de 3.261 (2017), para 2.511 (2018) e 2.137 (2019).

Os assaltos a veículos caíram de 271 (2017), para 168 (2018) e 105 (2019).

Pelotas foi a cidade que mais reduziu assaltos no RS nos últimos dois anos, uma redução de 38%

Mais satisfação fornecem esses números, porque a tendência de declínio prossegue, a ponto de se haver registrado no último mês de dezembro o menor número de assaltos a pedestres dos últimos 48 meses em Pelotas, quando foram registrados 135 casos.

Haveria muitos outros números a apresentar, mas nessas breves linhas, apresentam-se os mais relevantes.

Esse resultado significativo somente foi possível alcançar em razão do trabalho planejado, coordenado, inteligente e colaborativo de diversas Instituições Públicas e da sociedade civil.

Refiro-me às ações da sociedade civil e às políticas públicas que estão sendo desenvolvidas em Pelotas para melhoria da qualidade e da quantidade das ações para a prevenção e a repressão ao crime e à violência.

No eixo de prevenção estão ações como a melhoria do cuidado com a gestante, com a primeira infância, o desenvolvimento de metodologias socioemocionais para evitar que crianças cresçam em ambientes violentos, o cuidado com a evasão escolar, a criação de oportunidades de lazer, esportes, trabalho e cultura para jovens, a realização de círculos de construção de paz nas escolas e condomínios de Pelotas, com a metodologia da justiça restaurativa, dentre outras.

No eixo da repressão estão medidas como a melhoria na estrutura da investigação criminal, dos setores de inteligência dos órgãos de segurança pública, o incremento de ações de repressão e de policiamento ostensivo, o aumento do número de julgamentos desses crimes, dentre outras.

Também a criação da Vara Regional de Execuções Criminais e o tratamento rígido, rigoroso e inflexível dispensado às organizações criminosas estão colaborando com esse cenário de redução da criminalidade violenta.

Com certeza esses números aumentam a responsabilidade de todos para sua manutenção e incrementação.

Entretanto, não tenho dúvida de que estamos no caminho certo!

Parabéns a todas as pessoas e instituições que estão trabalhando para que Pelotas possa viver com menos violência e mais paz!

Para que fique claro, essa é uma conquista resultante do trabalho integrado e cooperativo da Polícia Civil, Brigada Militar, Guarda Municipal, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Corpo de Bombeiros, Exército Brasileiro, Instituto Geral de Perícias, Susepe, Secretarias Municipal e Estadual de Segurança Pública, Consepro, Prefeitura Municipal de Pelotas (especialmente por meio do Pacto Pelotas pela Paz), Câmara de Vereadores de Pelotas, Ministério Público, Poder Judiciário, OAB, Defensoria Pública e de diversas outras organizações da sociedade civil.

A cooperação interinstitucional tem sido e continuará sendo fundamental para que as forças de segurança pública, os poderes públicos e a comunidade prossigam a atuar de modo colaborativo na superação da violência e na construção da paz em nossa cidade.

Para encerrar essas breves linhas, gostaria de professar minha fé no ser humano, no poder do bem, do Estado e da comunidade e reforçar meu compromisso profissional para que esses valores prevaleçam.


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