Editorial

No meio da cidade, os trilhos

02 de Dezembro de 2019 - 08h33 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Em março deste ano, a equipe responsável por elaborar o Plano de Mobilidade Urbana de Pelotas se reuniu com representantes da empresa Rumo Logística, que assumiu os contratos da América Latina Logística (ALL) e ficou responsável por operar a ferrovia que corta a cidade. Na pauta, soluções à passagem diária de trens pelo Simões Lopes e para diminuir os transtornos causados principalmente aos moradores e motoristas.

O cenário é o mesmo toda semana: o trem chega, o trânsito para e o bairro fica isolado pela falta de passagem durante vários minutos, atrasando compromissos de quem precisa chegar a outras áreas.

O ideal a Pelotas seria a retirada dos trilhos da área urbana, proposta discutida há anos. Trata-se de um projeto milionário, que requer estudos e grande investimento. Pode ser feito, mas difícil de ser vislumbrado a médio prazo. Deve-se considerar ainda que o modal é o principal corredor de exportações do Rio Grande do Sul.

O último encontro da prefeitura com a Rumo ocorreu em setembro, quando a prefeita Paula Mascarenhas (PSDB) recebeu os representantes da empresa, ao lado do secretário de Desenvolvimento, Turismo e Inovação, Gilmar Bazanella, e o diretor-executivo da Secretaria de Transporte e Trânsito, Luiz van der Laan. A conversa girou novamente em torno do assunto: alternativas para diminuir os transtornos à população do Simões Lopes e reduzir o tempo de espera das pessoas.

O trem tem papel importante à economia regional e estadual. Cumpre seu papel que tantos reivindicam, de mais investimento nos trilhos e menos no transporte rodoviário. No caso de Pelotas, cresceu paralelamente à ferrovia.

Mas aquilo que, décadas atrás, parecia ser harmonioso e até charmoso, hoje não é mais. As alternativas são complexas e caras, mas definitivamente algo precisa ser feito.


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