Editorial

Municipalistas não querem eleições em 2020

27 de Maio de 2020 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Uma nova peça no xadrez das eleições 2020 se movimentou e pode levar a jogadas mais incisivas. Enquanto o Congresso Nacional já parece ter batido o martelo quanto ao adiamento do pleito, mas com a realização do processo ainda esse ano, os prefeitos decidiram unificar o discurso e tomar um caminho contrário.

Em reunião na última segunda-feira, o Conselho Político da Confederação Nacional de Municípios (CNM) debateu as eleições e, de forma unânime, anunciou ser contrário à ida às urnas nos próximos meses. E defendeu ainda a unificação dos mandatos, reerguendo a bandeira da votação única, em 2022.

O presidente da entidade, Glademir Aroldi, apresentou na reunião a Proposta de Emenda à Constituição 19/2020, do senador Wellington Fagundes (PL-MT), apoiada por mais 28 senadores. O texto introduz dispositivos ao Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal (CF) de 1988 para a coincidência de mandatos eletivos.

O movimento municipalista pretende agora intensificar o contato com os parlamentares, em busca de novos apoios à ideia. Para Aroldi, caso os brasileiros tenham que votar em 2020, o processo não será democrático porque não permitirá a igualdade de oportunidades, resultado do impacto da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

A Carta Aberta à Nação sobre as Eleições, com o posicionamento do movimento, será entregue a senadores e deputados, e à Justiça Eleitoral, segundo a CNM. No documento, constam os motivos da reivindicação, com destaque para o fato de que 80% dos prefeitos em exercício hoje têm o direito de concorrer à reeleição.


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