Editorial

Médicos, de fato

17 de Outubro de 2020 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

A pandemia do novo coronavírus (Covid-19) colocou na linha de frente, entre os vários trabalhadores da saúde que se dedicam a combater a doença, um dos profissionais que se tornou a figura central desse cenário conturbado de 2020 no mundo. O responsável por lutar pela vida e, em várias oportunidades, abdicar de sua própria vida, meses e meses, enquanto a cura não chega.

Ser médico na pandemia resgatou, de certa forma, a natureza da profissão. Fez com que os consultórios - sempre importantes - fossem deixados de lado por um tempo e os hospitais e as UTIs passassem a ser o foco principal do atendimento. Com uma demanda altíssima de pacientes e muitas vezes sem um norte para seguir na tomada de decisões - por conta da total novidade que a doença apresentou -, coube a eles mais do que apenas atender, mas buscar, a todo momento, orientações junto à ciência, aos órgãos que também tentavam desvendar a Covid-19 e a melhor forma de combatê-la.

Não foi "à toa" que os espanhóis, lá em abril, sempre às 20h, davam início a uma salva de palmas para os trabalhadores da saúde. E os americanos, noturnamente, acionavam as sirenes e os italianos celebravam a chegada de médicos de outros países para reforçar os hospitais. A figura desse profissional se tornou emblemática porque ele passou a ser a esperança para milhões de famílias com pessoas internadas enquanto a cura, através de uma vacina, não chega.

Nesse 18 de outubro, Dia do Médico, agradecer por aquilo que fizeram até agora e ainda vêm fazendo, parece pouco. Mas uma certeza todos devem ter: se hoje vivemos um cenário de mais tranquilidade, muito se deve a homens e mulheres que largaram tudo e abraçaram o juramento que fizeram.


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