Artigo

Jesus e a Lei de Amor

24 de Outubro de 2020 - 15h13 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Por: Rogério Nascente, Blog Certas Palavras

Jesus, nosso Irmão Maior, Mestre e Amigo, é o espírito mais evoluído que já esteve por aqui, no mundo físico. Para atingir a sua pureza, passou por todos os processos que estamos passando e, através de seus esforços, alcançou o seu estágio evolutivo. Nada se deu por acaso. Na perfeita obra divina, o acaso não tem vez. Através da reencarnação, todos avançamos espiritualmente. Conforme formos nos tornando capazes, recebemos missões a cumprir, dentro de nossas possibilidades. O ritmo de nossa caminhada é ditado pelas decisões que tomamos.

Nosso Divino Mestre, governador do planeta Terra, no momento adequado, utilizou-se de corpo físico, como cada um de nós, para trazer ao nosso conhecimento a Lei de Amor. Tudo que fizermos de acordo com esta lei, nos proporcionará imediato progresso na senda evolutiva. Tudo que fizermos em desconformidade a ela, redundará em atraso na caminhada - pois precisaremos revisar as condutas equivocadas, agindo de modo à reaproximação com o que ela nos prescreve. Estamos aprendendo a amar.

Durante o breve período em que esteve entre nós fisicamente, Jesus utilizou-se de todas as oportunidades para nos passar ensinamentos - através de suas palavras e de suas ações. Com amor pleno, respeitou as nossas limitações e, em suas lições atemporais, indicou-nos os caminhos a seguir. Sabia perfeitamente a respeito do estágio moral e intelectual que nos encontrávamos e das dificuldades que apresentaríamos para entender, àquela época, a pureza das suas orientações - mas veio, por que já era possível lançar as sementes que germinariam a partir de então. Apesar de, durante o passar do tempo, ocorrerem distorções ao que ensinou - às vezes sem intenção e em outras realmente por má-fé - , ele sabia que chegaria o momento em que tudo o que nos dizia e demonstrava seria explicado com clareza e sem intepretações equivocadas e/ou distorcidas. Era preciso dar tempo ao tempo. Prestes a retornar ao plano espiritual, amorosamente pediu por nós, dizendo: “Pai, perdoai-lhes, porque não sabem o que fazem”.

Encontramo-nos, atualmente, em estágio evolutivo melhor do que quando Jesus esteve por aqui. Temos bem maiores condições de entender os seus ensinamentos. Somos capazes de discernir entre o bem e o mal. Estamos, ainda, porém, relutando para conseguirmos pôr em prática uma orientação basilar, entre as demais: “Amai-vos uns aos outros”. Pouco a pouco, desenvolvemos em nós o nobre sentimento do amor. O que nos tem causado enormes dificuldades, são os sentimentos que advêm do materialismo. Por ainda cultivarmos visão acanhada sobre as razões de estarmos na vida física, no mundo material, nos deixamos levar pelo egoísmo, o orgulho, a inveja, o ódio, o ciúme, a maledicência e tantos outros sentimentos que nos atrasam os passos, que nos distanciam do amor. Muitos de nós ainda usamos a inteligência como fomentadora da arrogância e como instrumento de opressão aos nossos irmãos de jornada, fazendo-os sofrer. Será bem diferente, quando deixarmos para trás conceitos errôneos e entendermos que estamos de passagem pelo mundo físico - em mais uma passagem, diga-se -, com o objetivo de ascender moral e intelectualmente, como espíritos imortais. Será bem mais fácil, quando buscarmos exercitar os ensinos que Jesus nos deixou. Ele continua nos ajudando, nos amparando, mas as decisões são sempre nossas. Inspiremo-nos, portanto, no Divino Mestre. 

Aquelas sementes plantadas há mais de dois mil anos germinaram, com certeza, e, mesmo entre nós, espíritos imperfeitos que ainda somos, desenvolveram-se personalidades que puseram em prática, dentro de suas possibilidades, as diretrizes traçadas pelo Amado Jesus. Estes nossos irmãos são demonstrações de que é possível viver no plano físico sem o esquecimento do plano espiritual. Usufruamos de todos os instrumentos que a Ciência e a Tecnologia nos proporcionam, vivamos o dia a dia dos tempos atuais, mas, ao mesmo tempo, busquemos esclarecimentos sobre a espiritualidade. Dediquemo-nos à espiritualização e à prática do bem. Ajamos com amor e sejamos colaboradores do nosso Irmão Maior, para que todos aproveitemos o mais que nos seja possível a presente oportunidade para a evolução.


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