Editorial

Investimento certo, no lugar certo

14 de Setembro de 2021 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

A se confirmarem as execuções dos projetos anunciados ontem pelo governador Eduardo Leite (PSDB) como parte do programa Avançar na Saúde, o Rio Grande do Sul estará dando uma importante mostra de que está concentrando esforços na melhoria de um setor prioritário em qualquer estado ou município. Algo mais relevante ainda frente ao momento em que a sociedade vai rumando ao controle da pandemia de Covid-19, com a esperança de retomada da vida normal, mas atenta às necessidades que o sistema público de saúde terá de suprir uma grande procura por atendimentos. Não só por conta da demanda reprimida de consultas médicas, exames, tratamentos e procedimentos cirúrgicos que ficaram por mais de um ano estagnados devido aos protocolos de controle do Sars-CoV-2.

Conforme os planos do governo do Estado, até 2022 devem ser aplicados R$ 249,7 milhões em diferentes áreas da saúde, como infraestrutura, farmácias e, principalmente, Unidades Básicas de Saúde (UBS) e hospitais. Locais tidos como referências da população que precisa de suporte pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e, comumente, sobrecarregados. Problema que, sem investimento, tende a se agravar perante a crise econômica do país e a perda de poder aquisitivo de milhões de famílias. Sem dinheiro sobrando, custos com convênios particulares passam a figurar entre os cortes no orçamento, ampliando a pressão sobre o sistema público.

Dentro do plano do Estado, a Zona Sul é contemplada com o já conhecido projeto de construção do novo Hospital de Pronto Socorro em Pelotas, no local construído para ser a UPA Bento e que funciona atualmente o Centro Covid. Estão previstos R$ 55 milhões para a estrutura de urgência e emergência que servirá como referência regional e que poderá contar com até cem leitos, entre clínicos e de terapia intensiva.

Um anúncio como o de ontem costuma ser carregado de duas impressões: a expectativa da efetivação do compromisso dentro do prazo estipulado e, por outro lado, a desconfiança natural que vem junto à promessa de grandes investimentos como o do programa estadual. Contudo, neste caso, os sinais emitidos indicam que a impressão positiva não soa descabida. Afinal, se o Estado ainda está longe de ter o sistema de saúde que os gaúchos merecem, é fato que ao menos os repasses a hospitais e municípios estão ocorrendo regularmente e as dívidas sendo abatidas. É o básico para que, a partir de agora, tomara, se permita a aplicação de mais recursos no que é essencial: qualificar a estrutura de saúde para lidar com o pós-pandemia.


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