Editorial

Home office será uma tendência

23 de Novembro de 2020 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Passada a pandemia - ainda sem data no horizonte -, é muito provável que boa parte dos trabalhadores continue realizando trabalho remoto, atividade que se tornou necessária desde o início da reclusão e que acabou se adaptando às necessidades das empresas, além do "improviso" inicial.

Em setembro, no país, de acordo com levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), aproximadamente oito milhões de pessoas seguiam trabalhando em home office. Isso representava 10,7% dos 82,9 milhões de pessoas ocupadas e não afastadas. Sobre os salários, os profissionais em trabalho remoto receberam R$ 35,5 bilhões no mês, ou "20% dos R$ 176,7 bilhões que correspondem à massa total de rendimentos efetivamente recebida por todas as pessoas ocupadas no país."

E o que parecia ser momentâneo, deve se tornar tendência, analisa o pesquisador Geraldo Góes, um dos autores do estudo. Para ele, o home office pode ser caracterizado como um importante segmento da economia e sinaliza dessa forma. Porém, ainda carece de aperfeiçoamento da legislação sobre o tema, pois inúmeros questionamentos surgiram ao longo da pandemia sobre como proceder no atendimento de direitos e deveres, tanto das empresas quanto dos trabalhadores.

O perfil de quem passou a utilizar a modalidade também revelou as características do usuário do recurso: do sexo feminino (57%), da cor branca (65,4%), com nível superior completo (76,1%) e idade entre 30 e 39 anos (31,6%). Sobre os setores, predomina a área formal (84,1%). Já a informalidade representa 15,9% do público. E por atividade, essa era a relação: 44,4% de quem está em home office atua com serviços, 37,7% no setor público, 7% na indústria e 5,2% no comércio.


Comentários

Diário Popular - Todos os direitos reservados