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Felicidade?

14 de Maio de 2022 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Por Lisiani Rotta

Não é algo a ser alcançado num único dia. É a escolha diária de pensamentos, emoções e atitudes capaz de alterar positivamente a nossa postura e, consequentemente, a nossa qualidade de vida. Não há linha de chegada. É uma caminhada infinita focada em fazer o melhor que podemos a cada desafio. Nem sempre nos orgulhamos das nossas reações ou atitudes. Por isso, é importante, também, aprendermos a nos perdoar. Os erros fazem parte do processo de evolução. A maturidade nos ensina que a felicidade é diretamente proporcional à sabedoria. Trata-se de um estado de espírito que não se limita aos momentos de extrema alegria, dependem muito mais da capacidade individual de valorizar os pequenos milagres do cotidiano, os detalhes, as pequenas porções de energia que nos nutrem de positividade. Abrir as janelas pela manhã, inspirar o ar fresco prometendo a si mesmo um bom dia é um ótimo modo de despertar a disposição e de se manter atento aos pequenos presentes da vida como: um dia ensolarado, um belo pôr do sol, um dia de chuva, um arco íris, uma flor que se abre, uma fruta no pé, a graça de uma criança, a gentileza de alguém. Felicidade é entender que absolutamente nada dura para sempre. Nem os bons e nem os maus momentos. A vida é uma gangorra. O sentido desse sobe e desce é o aprendizado que essa troca de perspectiva proporciona.

A consciência de que a vida é feita de instantes. Portanto, não deixe para amanhã o prazer que pode se dar hoje. Cuide-se bem. Trate-se como trata aqueles que você ama. Seja o seu melhor amigo. Ponha uma bela mesa para si mesmo. Coloque flores nos vasos. Retire da cristaleira a sua melhor louça, os copos e talheres que só usa em ocasiões especiais. Mime-se! Durma nos seus melhores lençóis, enxugue-se nas suas melhores toalhas, delicie-se com a melhor comida que puder preparar, passeie pelos lugares mais lindos da cidade. Não se contente com o caminho mais curto, escolha o mais bonito, o mais alegre. Viaje sempre que puder, não importa para onde. Qualquer viagem renova, ensina. Veja bons filmes. Ouça boa música. Exercite-se. Misture-se à natureza. Aprenda uma arte, uma língua estrangeira ou a tocar um instrumento.

Dance! Desafie-se! Exija do seu corpo, da sua mente, do seu temperamento. Você não está sendo egoísta por pensar um pouquinho mais em você do que costumava pensar. A sua hora é agora. Já. Pratique o bem aos outros e a si mesmo. A felicidade anda de mãos dadas com a bondade e com os bons sentimentos. Essa positividade e disposição de olhar o mundo com bons olhos tornam a nossa existência mais leve. Vários filósofos estudaram e tentaram definir esse sentimento ou estado de espírito tão cobiçado por todos.

Chegaram à conclusão de que, embora seja percebida de modo diferente por cada pessoa, a felicidade jamais se aplica a sonhos palpáveis. Está diretamente ligada ao espírito, aos valores, a inteligência emocional. Para Aristóteles ela diz respeito ao equilíbrio e a harmonia que se conquista fazendo o bem. Pirro de Élis acreditava que acontecia através da tranquilidade. Confúcio pensava que era a harmonia entre as pessoas. A doutrina religiosa budista crê que se adquire através do treinamento mental. O filósofo alemão, Nietzche, diz que é uma busca. Somos criaturas complexas, emocionais, contraditórias. Temos muitas faces, múltiplos talentos, várias aptidões, algumas até surpreendentes. Temos vontades, sonhos, desejos diferentes ao longo da vida. Viver intensamente cada uma dessas fases é um modo muito eficaz de evitar frustrações e arrependimentos futuros (o que é muito comum em quem vive mais para os outros do que para si mesmo). Viver de forma leve, evitar maus hábitos, maus pensamentos, maus sentimentos; escolher atitudes que promovam a nossa paz de espírito são, sem dúvida, o melhor caminho para a felicidade.


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