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Família: um lugar para sonhar

21 de Agosto de 2018 - 15h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Por Manoel Jesus - Educador - manoeljss21@gmail.com

No dia 30 deste mês participo da Escola de Formação do Movimento Familiar Cristão. Tenho pela frente uma série de atividades na esfera da reflexão de temas necessários à atuação de grupos. Especialmente dentro da Igreja Católica, mas também daqueles que desejam aprofundar a sua fé, a religiosidade e a inserção social.

A família pode ser o lugar de realização dos sonhos… ou onde se vivem os mais difíceis pesadelos. Hoje, fala-se de diversos temas - educação, por exemplo - de tal forma desconectados da realidade que parece cortina de fumaça para que se joguem palavras ao vento, sem nenhum interesse real de que problemas sejam resolvidos.

A família é um deles. Este lugar privilegiado, onde se aprende, desde cedo, valores e referências; a vida empurra para o mundo, não prontos, mas capazes de enfrentar dificuldades; é mais forte o sentimento de que se é capaz de amar... e torna-se um porto seguro para se voltar na esperança de curar feridas e, ainda, ganhar um colo!

Infelizmente, seu tamanho diminuiu e restou um núcleo formado por pais e filhos. As novas formas de convívio não têm lugar para tios, primos e até avós... Sem que se tenha aprendido uma lição: afastar-se das pessoas idosas pode ter muitas explicações, mas nenhuma justifica; um ganho da individualidade, mas uma perda na afetividade!

O mês de agosto, para a Igreja Católica, lembra vocações. A família é o lugar onde, por primeiro, se inicia a formação dos quadros que vão atuar na sociedade. Os pais são, por excelência, os primeiros educadores. Pena que, muitas vezes, ou não saibam disto ou se omitam.

Todas as vezes que vi jovens bem encaminhados no processo educacional havia por trás pais que lhes deram e usufruíram muito amor e carinho. Sem abrir mão de que compartilhavam com os demais educadores - professores inclusive - o dever de estabelecer limites e disciplina. Amigos, mas não “cúmplices”. Definiram seus papéis e deles não abriram mão, por saber o que representavam para o futuro dos filhos.

As mudanças sociais partem do pressuposto de que se precisa reinventar a educação, com investimento na formação de professores, ambientes escolares, ampliação do atendimento individual e social. Insuficiente se não se pensar, também, na formação dos pais para que não percam de vista a sua missão. É na família que se aprende o que significa colocar no horizonte a capacidade de dar sentido a uma vida, de nunca, em hipótese alguma, deixar morrer um sonho. Alguém já disse: “Os sonhos são como castelos no ar... para os quais levamos a vida inteira tentando construir alicerces!”

 


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