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Evolução espiritual - Sempre é tempo

11 de Julho de 2020 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Por: Rogério Nascente, Blog Certas Palavras

Para que possamos agir e reagir em qualquer situação em que estejamos envolvidos, é fundamental que tenhamos conhecimento a respeito dela. Quanto melhor a conhecermos, mais fácil será a nossa decisão sobre as ações a realizar. O que podemos fazer para nos conduzirmos o mais adequadamente possível nas relações com a família? E no trabalho? Na sociedade? Na vida? Quantas vezes temos dúvidas que nos assolam e nos fazem ficar matutando: “Agi certo?” “Será que fiz o melhor?” “Não me precipitei?” “Poderia ter feito diferente?” O caso é que constantemente somos chamados a tomar decisões, as quais acarretam sempre as suas consequências - isto é inevitável.

A vida é muito corrida, todos temos as preocupações e ocupações do dia a dia que nos tomam tempo e obrigam a viver correndo aqui e ali - olhando para o relógio de três em três minutos, ou quase isso. Mas precisamos criar pausas neste corre-corre, períodos em que possamos deixar nossos pensamentos afastados das atividades que compõem esta nossa rotina tão movimentada - na qual, muitas vezes, realizamos mecanicamente as nossas tarefas. Há momentos em que nos indagamos: “Espera aí - fiz isto hoje ou foi ontem?” É, não tem sido fácil para ninguém. Cada um na sua luta e evoluindo - mesmo sem sentir ou saber. E todo mundo - a maioria, sem dúvida - necessitando de algum tempo para o reequilíbrio físico e energético e a reorganização interior.

Lá no início, falávamos que o conhecimento pode nos auxiliar nesta caminhada que realizamos e que nos é tão necessária - eis que somos espíritos imortais em mais um período pelo mundo físico, esta escola que nos impulsiona à evolução que buscamos, a qual é o nosso destino, invariavelmente. Por que o conhecimento tem esta importância tão grande? Porque quando passamos a conhecer devidamente o que nos cerca, torna-se muito mais fácil sabermos como agir. Qual a função que desempenhamos na família? Temos sabido nos relacionar no meio familiar? Respeitamos da mesma forma que desejamos ser respeitados? Aproximamo-nos dos familiares do mesmo modo que aspiramos aproximação? Assim também, no trabalho e na sociedade. Somos pessoas ativas? Agimos de forma condizente à harmonia que tanto apreciamos? Cumprimos os nossos deveres da mesma forma que exigimos os nossos direitos? Fazemos o melhor, conforme cobramos dos outros? Não é mesmo fácil, mas é fundamental que conheçamos o mais detalhadamente possível cada um dos “setores” que compõem o nosso círculo de convivência e de convívio.

Meditemos. Quem somos nós? O que estamos fazendo aqui? Por que exatamente aqui? Por que passamos por tantas situações diversas, umas agradáveis, outras - a nosso ver - nem tanto? Vejamos. Somos espíritos imortais em evolução constante. Temos livre-arbítrio, ou seja, decidimos o que fazer conforme a nossa vontade (somos responsáveis, portanto). Na caminhada ascensional, já tivemos muitas e muitas passagens pela vida física (em cada uma avançamos um tanto, afinal sempre aprendemos algo novo). Somos imperfeitos, mas a busca pela pureza de espírito é inerente a nós, porque queremos ser felizes e a felicidade virá do amor (quanto antes aprendermos a amar, antes atingiremos o nosso destino). A nossa atual residência é o planeta Terra, porque é o mais adequado a nós, tem tudo que precisamos para desenvolver nossas aptidões (cuidemos deste nosso lar, então).

Estamos, como podemos perceber, em todas as situações, no lugar certo e na hora certa. Nada no projeto divino em que estamos inseridos está fora do lugar - tudo que vivenciamos nos é importante. Estejamos cientes disso e façamos o melhor de nós. Deixemos de lado a ideia de que somos vítimas de alguém ou de algo e saibamos enfrentar as dificuldades da vida com perseverança, positividade e fé - a espiritualidade sempre nos auxilia. Solicitemos amparo ao nosso Criador, agradeçamos e prossigamos, tranquilos. Em frente - sempre!

Estes esclarecimentos nos são trazidos pela Doutrina Espírita, codificada pelo educador, escritor e tradutor francês Hippolyte Léon Denizard Rivail (1804-1869), o qual é conhecido pelo pseudônimo de Allan Kardec.


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