Editorial

Enfrentamento do AVC

10 de Agosto de 2018 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

A meta foi traçada até 2030. Em 12 anos, o Brasil e mais 11 países da América Latina pretendem reduzir o índice de mortalidade por Acidente Vascular Cerebral (AVC) e promover a saúde mental e o bem-estar da população. O objetivo foi assinado pelas nações que aderiram à Carta de Gramado, durante o 21º Congresso Iberoamericano de Doenças Cerebrovasculares, no Encontro Interministerial Latinoamericano de AVC, em Gramado (RS).

A doença, que tem no colesterol alto um dos fatores de risco, é a segunda causa de morte na maior parte dos países signatários - Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, México, Panamá, Paraguai, Peru e Uruguai. Atualmente, o Brasil é referência no tratamento do AVC para os demais, já dispondo de Linha de Cuidados em AVC estabelecida como política pública.

De acordo com o Ministério da Saúde, ao assinarem a carta, os países se comprometeram em proporcionar educação à população quanto aos sinais de alerta, urgência no tratamento e controle dos fatores de risco; promover ambientes seguros e saudáveis para estimular a realização de atividade física; implantar políticas para o controle do tabaco; estimular a alimentação saudável, para reduzir o consumo de sal, uso prejudicial de álcool e controlar o peso; visando diminuir a incidência de doenças cardio e cerebrovasculares.

A respeito do panorama do AVC no Brasil, anualmente doenças cardiovasculares, respiratórias crônicas, diabetes e câncer respondem por 74% dos óbitos, constituindo-se na primeira causa de mortes. A doença é a causa mais frequente de óbito na população adulta (10%) e consiste no diagnóstico de 10% das internações no Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2016 foram 188.223 internações para o tratamento de AVCs isquêmico e hemorrágico no SUS.


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