Artigo

Elzaide José de Oliveira Lahm

24 de Setembro de 2020 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Por: Claudio de Andrea, ex-presidente do G.E.Brasil

Quem é esse cara com esse nome estranho? Muitos haverão de perguntar?

O conheci nos jogos da etapa final, em 1961, do Campeonato Estadual de Futebol Salão realizado aqui em Pelotas.

Jogava pelo Torino de Caxias do Sul e o chamavam de Peto, encantando a todos que presenciaram aqueles jogos.

Quando o nosso grupo assumiu o departamento de Futebol de Salão do Xavante foi para dar um basta no medíocre e ridículo time que era goleado por todos.

Começamos a sonhar. Quem sabe um contato com aquele magrão do Torino?

Ele trabalhava em uma fábrica de acordeons em Caxias do Sul e para lá disparamos dezenas de telefonemas com a promessa de usar o prestígio do clube para lhe oferecer um emprego melhor e nada mais.

Deixava família, amigos convicto que venceria e aqui chegou instalando-se nas precárias dependências do sede na Rua 15, muitas vezes visitada pelo meu pai Nicolino.

A notícia se espalhou e Nezito, um Caxiense que jogava no Pelotas, tentou o levar para o futebol de salão do coirmão.

Começa a aparecer o caráter do Peto, muitas vezes elogiado pela minha mãe nos almoços de domingo.

Ela, dizia: "- que educação tem este menino, meu filho!"

Era o "bailarino " das quadras, o "Cardeal do Parquet" e foi Penta Campeão Estadual.

Não me sai da memória uma jogada do Peto em que ao dar início no centro da quadra ele dribla todos os adversários e ao ficar de cara com goleiro, ameaça a chutar enganando o adversário que foi para um lado e a bola para o outro.

Em boa hora o Conselho Deliberativo lhe outorgou o título de Atleta Laureado.

Através do amigo e ex-dirigente do Xavante, João Carlos Chapon, a promessa foi cumprida.

Entrou como auxiliar para Caixa Econômica Estadual.

Era o início de sua brilhante carreira profissional. Galgou vários postos naquela instituição bancária, até se transferir para o Banco Francês e Brasileiro.

O salto foi enorme. De gerente de uma agência em Pelotas foi transferido para Brasília com alto posto e por lá ficou durante seis anos.

Era tão apreciado pelos franceses diretores do banco que por sua eficácia compraram e lhe deram como presente uma mansão no lago Sul a qual tive a oportunidade de ser recebido.

Dizia que na sua volta realizaria o sonho de ser presidente. Não chegou, mas o seu envolvimento até os dias de hoje foi tanto que o credenciam como um dos grandes personagens da história deste clube.

Embora suas raízes sejam Caxias do Sul, foi aqui em Pelotas que constitui a família com a esposa Débora, médica, sócia da ClinRad e os filhos médicos Laura e Guto.

Inoculou o vírus no filho Guto, que é atualmente vice-presidente do departamento Médico do G.E.Brasil.

Este é o cara de nome estranho, do qual sinto um enorme orgulho de ser um grande e fiel amigo.

Parabéns, Peto!


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