Editorial

Diagnóstico tardio

18 de Setembro de 2019 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Quando se trata de saúde, quanto mais cedo forem detectadas doenças consideradas graves, maior a chance de resultado positivo a partir do início do tratamento. E quando essa doença é o câncer, torna-se fundamental identificar e começar cedo o atendimento à pessoa. Em grande parte das vezes, corresponde a salvar a vida do paciente.

Pois foi justamente o contrário nessa relação o encontrado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), em auditoria realizada no Ministério da Saúde, na Secretaria de Atenção à Saúde (SAS/MS), no Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) e nas Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde de 14 estados: Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Piauí, Paraná, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.

O trabalho, de acordo com o órgão, identificou que o diagnóstico de câncer no Brasil é feito hoje de maneira tardia, "com a doença já em estágio avançado, o que diminui as chances de cura".

O trabalho analisou informações relacionadas aos oito tipos mais prevalentes de câncer no país: próstata, mama, colo do útero, traqueia/brônquio/pulmão, cólon e reto, estômago, cavidade oral e tireoide. E revelou que um alto percentual de pacientes está sendo diagnosticado com a doença em grau de estadiamento (classificação dos tumores) III e IV, estágio já avançado da enfermidade.

Diante disso, o TCU deu ao Ministério da Saúde 90 dias para elaborar e apresentar um plano de ação com medidas a serem adotadas, os responsáveis e o prazo para implementar as ações. O plano terá de conter uma série de iniciativas, como o desenvolvimento de um programa para estruturação da rede de atenção à saúde em relação ao diagnóstico.


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