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Desafios e oportunidades para uma América Latina conectada

23 de Maio de 2018 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Por: Tadeu Viana, diretor da Corning Optical Communications

Com 600 milhões de pessoas, a América Latina tem potencial de se posicionar como um dos blocos econômicos mais importantes do planeta. No entanto, como cada país opera de forma independente, a taxa de adoção não é tão rápida quanto outras partes do mundo em que as regiões operam como uma só. Se observarmos o sucesso de outros locais e aproveitarmos a ampla capacidade do continente, as perspectivas para todos os latino-americanos poderão ser mais claras - as redes resultantes conseguirão impulsionar cada país individualmente e a região coletivamente.

A superação da fragmentação na América Latina é fundamental para expandir e democratizar os serviços de banda larga. Os avanços na estrutura compartilhada, o investimento em mão de obra qualificada e o diálogo cooperativo entre os governos são essenciais para alcançar melhores visões de curto, médio e longo prazos para a região.

Vários países já iniciaram um caminho no sentido de universalizar e melhorar a qualidade da banda larga. Para citar alguns exemplos: o Brasil buscou recentemente oferecer benefícios fiscais para a construção de redes de banda larga (no entanto, dado nosso complicado sistema tributário, as medidas tiveram pouco efeito). O México, por sua vez, visa combater os monopólios (um plano que conseguiu baixar os preços para o consumidor final, mas ainda não resultou em um aumento significativo no alcance da banda média oferecida). Os governos do Peru e da Colômbia, em parceria com o setor privado, investiram na instalação de um backbone (ou seja, a construção de uma estrutura de rede de fibra para interconectar as cidades). Essas iniciativas são notáveis por si só e podem ter um impacto ainda maior em alinhamento umas com as outras.

Juntas, as autoridades de vários países poderiam melhorar as perspectivas da região, integrando seus esforços em uma política alinhada, consistente e comum, gerando maior competitividade e condições para expandir os serviços de banda larga.

O Uruguai é um exemplo de sucesso, com mais de 90% das casas cobertas por redes de fibra óptica, graças aos subsídios estatais facilitados pelo tamanho do país. O Chile também tem uma posição de destaque com um alto nível de penetração de fibra, o que pode ser creditado por uma razão totalmente oposta: os impostos são baixos e há pouca burocracia, o que aumenta a competitividade dos operadores e melhora seus serviços.

Para que a América Latina possa atingir todo o seu potencial de desenvolvimento, precisamos nos unir para melhorar as conexões de banda larga em toda a região, proporcionando uma qualidade de serviço superior e alcançando uma faixa maior da população. É hora de trabalhar de mãos dadas e com objetivos claros. Afinal, podemos sempre melhorar a conexão dessas redes, com uma atualização do serviço no presente e, assim, absorvendo as inovações do futuro da melhor forma.


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