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Campanhas eleitorais, isolamento social e Covid-19

30 de Outubro de 2020 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Por: Sérgio Lima, publicitário

Conforme avançamos no ano de 2020 em meio a maior pandemia da história, mais e mais setores precisam se adaptar ao "novo normal". Após o adiamento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), um outro evento está sendo reavaliado e discutido são as eleições municipais, que ocorreriam em outubro desse ano.

No final de junho, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sugeriu que o pleito fosse adiado para um período entre 15 de novembro e 20 de dezembro. A sugestão veio acompanhada de um outro pedido: o alongamento das campanhas eleitorais que, nesse caso, devem se iniciar em agosto, mesmo com o postergamento da votação. Para se tornarem válidas, as imputações acima devem ser votadas no legislativo.

Com isto posto, é preciso avaliar qual é a melhor forma de comunicar as candidaturas em tempos em que aglomerações e comícios políticos presenciais não estão permitidos. Como engajar pessoas sem falar pessoalmente com elas? Como criar empatia, proximidade, relacionamento entre eleitores e candidatos em tempos de isolamento social?

Pois bem! Assim como quase todos os outros players, o marketing político também precisa ser usado de forma inovadora e estratégica para se adequar a essas novas circunstâncias. As redes sociais serão, de fato, grandes aliadas. As lives, comícios em vídeo, eventos online serão, a meu ver, a principal ferramenta de aproximação com os votantes nesse momento, e esse tipo de tecnologia tem tido um aumento crescente de procura. Para se ter uma ideia, a Congress.me, uma das startups que fornece esse tipo de tecnologia, teve um crescimento de 200% desde nos últimos quatro meses.

O que pode ajudar muito na realização das campanhas eleitorais nesse período são as plataformas que permitem a realização de eventos e congressos de forma remota. Com esse tipo de iniciativa, é possível organizar comícios para se comunicar com uma grande massa de pessoas, mesmo que a distância. Muitas das ferramentas disponíveis no mercado disponibilizam também a realização de inscrições online, agendam as transmissões e informam a agenda do evento.

Dessa forma, é possível apresentar para uma grande massa o plano de governo, propostas, além de ouvir sugestões dos eleitores para entender as suas queixas. Essa, a meu ver é a melhor iniciativa para substituir os eventos de campanha que ocorrem de forma presencial, tão importantes para os candidatos, mas que estão proibidos em decorrência da pandemia.


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